O Governo da Bahia prorrogou por mais 180 dias o estado de emergência zoossanitária em todo o território estadual. A medida tem como objetivo reforçar a prevenção e a vigilância contra a Influenza Aviária de Alta Patogenicidade, causada pelo vírus H5N1.
A prorrogação foi formalizada pelo Decreto nº 24.811, assinado pelo governador Jerônimo Rodrigues (PT) em 14 de setembro de 2026 e publicado no Diário Oficial do Estado no dia seguinte. O documento também traz as assinaturas do secretário da Casa Civil, Eracy Lafuente Pereira Maciel, e do secretário da Agricultura, Pecuária, Irrigação, Pesca e Aquicultura, Vivaldo Góis de Oliveira.
Segundo o decreto, a nova vigência tem efeitos retroativos a 18 de julho de 2026 e vale por 180 dias a partir dessa data. A medida mantém ações de vigilância e prevenção que começaram em 2023, quando o vírus foi identificado pela primeira vez em aves silvestres na Bahia.
A justificativa oficial para a prorrogação é a necessidade de manter o monitoramento e a capacidade de resposta do estado diante do risco de circulação do vírus, protegendo a fauna silvestre e a produção agropecuária baiana.
A influenza aviária é uma doença infecciosa que pode atingir aves e mamíferos, incluindo seres humanos. A exposição humana pode ocorrer pelo contato com animais infectados ou com ambientes contaminados. Não há registro de transmissão sustentada do vírus entre pessoas, e a prevenção depende principalmente do controle da circulação da doença entre os animais.
Desde 2022, foram registrados surtos de Influenza Aviária de Alta Patogenicidade em aves domésticas, aves silvestres e mamíferos silvestres em diversos países das Américas, incluindo o Brasil mais recentemente. O subtipo H5N1 é o predominante nesses casos.
De acordo com uma das reportagens que trataram do tema, em caso de circulação do vírus existe risco de contaminação esporádica de seres humanos por exposição a aves infectadas ou a ambientes contaminados, o que reforça a importância de as vigilâncias animal e humana atuarem de forma integrada.
Não foram encontradas, nas fontes consultadas para esta matéria, ocorrências específicas de focos ou casos suspeitos em Paulo Afonso ou em municípios da região. A prorrogação anunciada tem caráter estadual e vale para todo o território da Bahia.







