A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) determinou, nesta quarta-feira (3), o recolhimento de um lote da água mineral Crystal sem gás após a identificação da bactéria Pseudomonas aeruginosa. Trata-se da mesma bactéria encontrada em produtos da marca Ypê, mas os dois casos não têm relação entre si.
A Mineração Bom Jesus Ltda., empresa do Sistema Coca-Cola e detentora da marca Crystal, notificou a própria Anvisa sobre o problema e iniciou o recolhimento voluntário do produto.
A contaminação foi descoberta após uma coleta de rotina feita pela Diretoria de Vigilância Sanitária do Distrito Federal (Divisa-DF). O Laboratório Central de Saúde Pública do DF (Lacen-DF) identificou a bactéria na amostra, e a contraprova confirmou o resultado. Com isso, o local foi interditado e o caso comunicado à Anvisa.
O lote afetado é o LZ1 VAL200127 3 P 200126, fabricado em 20 de janeiro de 2026, com validade até 20 de janeiro de 2027, produzido na unidade de Luziânia (GO). São 374,4 mil garrafas de 500 ml, distribuídas no Distrito Federal, em cidades de Goiás, no Tocantins e no interior de São Paulo.
O que é a Pseudomonas aeruginosa?
As bactérias do gênero Pseudomonas são encontradas naturalmente no solo e na água, especialmente em ambientes úmidos como pias, banheiras de hidromassagem e piscinas com cloro insuficiente. Também podem estar presentes na pele de pessoas saudáveis, sem causar qualquer dano.
A Pseudomonas aeruginosa é considerada uma bactéria oportunista: em pessoas saudáveis, raramente provoca sintomas graves. O risco é maior para quem tem imunidade baixa, pacientes hospitalizados, portadores de doenças crônicas ou em uso de imunossupressores.
Quando causa infecção, pode atingir ouvidos, pele, olhos, vias urinárias e vias respiratórias. Nos casos mais graves, chega à corrente sanguínea, pulmões, ossos, articulações e válvulas cardíacas.
Outro ponto de atenção é que algumas cepas da bactéria apresentam resistência a antibióticos, o que pode complicar o tratamento em casos mais sérios.
O que fazer se tiver o produto em casa?
A Anvisa orienta os consumidores a verificarem se possuem unidades do lote LZ1 VAL 200127 em casa. Quem tiver o produto não deve consumi-lo e deve aguardar as orientações da empresa sobre devolução e reembolso. Segundo a fabricante, cerca de 99,2% das unidades do lote já foram retiradas do mercado.







