O bullying está avançando nas escolas baianas e já atinge quase 40% dos adolescentes entre 13 e 17 anos. Segundo dados da Pesquisa Nacional de Saúde do Escolar (PeNSE), divulgada pelo IBGE, o estado registrou o quarto maior crescimento do país nesse tipo de violência entre os anos de 2019 e 2024.
Atualmente, 37,7% dos estudantes baianos afirmam ter sofrido algum episódio de intimidação ou humilhação nos 30 dias anteriores à entrevista. Esse número supera o índice de cinco anos atrás, quando a taxa era de 34,1%, mostrando que o ambiente escolar tem se tornado mais hostil para os jovens.
Um dado que chama a atenção é que o bullying é mais frequente em colégios particulares. Na Bahia, 40,2% dos alunos da rede privada relataram sofrer com as agressões, enquanto nas escolas públicas o índice é de 37,2%. Em Salvador, essa diferença é ainda maior, chegando a quase cinco pontos percentuais de distância entre os dois setores.
As mulheres são as principais vítimas desse cenário. De acordo com o levantamento, 39,7% das moças na Bahia enfrentaram o problema, contra 35,4% dos rapazes. Na capital baiana, a situação é mais crítica para o público feminino, onde 42,4% das estudantes afirmaram ter passado por situações de bullying.
O principal motivo apontado pelos jovens para as agressões continua sendo a aparência física. Na Bahia, 32% das vítimas indicaram que o rosto ou o cabelo foram os alvos das piadas, enquanto 26% sofreram ataques devido ao formato do corpo.
Com esse aumento, a Bahia deixou de ocupar o posto de estado com a menor proporção de vítimas no Brasil. O crescimento de 3,6 pontos percentuais só ficou atrás de Roraima, Amazonas e Rio de Janeiro, colocando o sistema educacional baiano em alerta para o bem-estar emocional dos alunos.







