Paulo Afonso · BA
Última hora
Operação prende 14 suspeitos em Salvador nesta manhãSTF retoma julgamento sobre marco temporal nesta tardeVitória empata em casa pela Copa do BrasilVagas de emprego no polo de Camaçari saltam 22%Salvador registra maior volume de chuva do mês
PI 637
Saúde

Aumento do bullying na Bahia: quatro em cada dez adolescentes relatam humilhações nas escolas

Dados do IBGE mostram que o problema cresceu no estado, atingindo principalmente estudantes da rede privada e o público feminino

Redação ChicoSabeTudoRedação · Saúde
25 de março, 2026 · 14:44 1 min de leitura

O bullying está avançando nas escolas baianas e já atinge quase 40% dos adolescentes entre 13 e 17 anos. Segundo dados da Pesquisa Nacional de Saúde do Escolar (PeNSE), divulgada pelo IBGE, o estado registrou o quarto maior crescimento do país nesse tipo de violência entre os anos de 2019 e 2024.

Publicidade

Atualmente, 37,7% dos estudantes baianos afirmam ter sofrido algum episódio de intimidação ou humilhação nos 30 dias anteriores à entrevista. Esse número supera o índice de cinco anos atrás, quando a taxa era de 34,1%, mostrando que o ambiente escolar tem se tornado mais hostil para os jovens.

Um dado que chama a atenção é que o bullying é mais frequente em colégios particulares. Na Bahia, 40,2% dos alunos da rede privada relataram sofrer com as agressões, enquanto nas escolas públicas o índice é de 37,2%. Em Salvador, essa diferença é ainda maior, chegando a quase cinco pontos percentuais de distância entre os dois setores.

As mulheres são as principais vítimas desse cenário. De acordo com o levantamento, 39,7% das moças na Bahia enfrentaram o problema, contra 35,4% dos rapazes. Na capital baiana, a situação é mais crítica para o público feminino, onde 42,4% das estudantes afirmaram ter passado por situações de bullying.

Publicidade

O principal motivo apontado pelos jovens para as agressões continua sendo a aparência física. Na Bahia, 32% das vítimas indicaram que o rosto ou o cabelo foram os alvos das piadas, enquanto 26% sofreram ataques devido ao formato do corpo.

Com esse aumento, a Bahia deixou de ocupar o posto de estado com a menor proporção de vítimas no Brasil. O crescimento de 3,6 pontos percentuais só ficou atrás de Roraima, Amazonas e Rio de Janeiro, colocando o sistema educacional baiano em alerta para o bem-estar emocional dos alunos.

Leia também