O uso de cigarros eletrônicos, os populares vapes, disparou entre os adolescentes na Bahia. Segundo dados divulgados pelo IBGE nesta quarta-feira (25), a proporção de jovens entre 13 e 17 anos que já experimentaram o dispositivo mais que dobrou nos últimos cinco anos no estado.
Em 2019, o índice de experimentação era de 9,6%. Agora, os números mostram que 21,2% dos estudantes baianos já tiveram contato com o produto pelo menos uma vez. Isso significa que, atualmente, um em cada cinco adolescentes na Bahia já utilizou o cigarro eletrônico.
O crescimento acelerado do vape acontece justamente no momento em que o cigarro convencional perde espaço. Na Bahia, o uso do cigarro comum entre estudantes teve uma leve queda, passando de 12,9% para 12,3%, mantendo o estado com o menor percentual de fumantes tradicionais nessa faixa etária no Brasil.
A capital baiana também segue essa lógica. Em Salvador, houve uma redução expressiva no contato com o cigarro de papel, mas o uso diário de vapes apresentou crescimento, acompanhando o que ocorre em outras grandes cidades brasileiras.
Apesar do avanço, a Bahia ainda figura entre os estados com menores índices de uso de vape no país, ocupando a 6ª posição entre as menores proporções. No topo do ranking nacional de experimentação estão Mato Grosso do Sul, Paraná e o Distrito Federal.
Especialistas alertam que o aumento do uso desses dispositivos eletrônicos é um desafio para a saúde pública, já que muitos jovens acreditam que o produto é menos prejudicial que o cigarro comum, o que facilita o início da dependência química precocemente.







