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Saúde

Anvisa investiga mortes e casos de pancreatite ligados a canetas emagrecedoras

A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) está investigando seis mortes e 225 casos suspeitos de pancreatite associados ao uso de canetas emagrecedoras desde 2018.

Redação ChicoSabeTudo
07 de fevereiro, 2026 · 11:23 3 min de leitura
(Imagem: MillaF / Shutterstock)
(Imagem: MillaF / Shutterstock)

A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) acendeu um alerta importante no Brasil. Desde 2018, seis mortes e 225 casos de pancreatite estão sob investigação por uma possível ligação com o uso de canetas emagrecedoras. Os dados, divulgados pelo portal g1, são acompanhados de perto pela agência reguladora, que busca entender a real conexão entre os medicamentos e as ocorrências graves.

Detalhes da Investigação da Anvisa

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Os registros suspeitos vêm de duas fontes principais: o VigiMed, sistema de monitoramento da Anvisa, e também de relatórios de pesquisas clínicas dos próprios medicamentos. Isso significa que a investigação engloba tanto pacientes que começaram a usar os remédios depois que foram liberados para venda, quanto aqueles que participaram dos estudos antes mesmo de chegarem ao mercado.

A Anvisa aponta que a maioria dos casos suspeitos de pancreatite foi registrada em alguns estados específicos: Bahia, Distrito Federal, Paraná e São Paulo. Já sobre as mortes em análise, os estados onde ocorreram não foram informados pela agência até o momento.

As canetas emagrecedoras em questão, que utilizam diferentes agonistas do GLP-1, incluem marcas bastante conhecidas como Wegovy, Ozempic, Mounjaro, Victoza, Trulicity, Saxenda, Xultophy e Rybelsus. Os princípios ativos envolvidos são semaglutida, liraglutida, lixisenatida, tirzepatida e dulaglutida.

Cuidado e Responsabilidade: O Alerta da Anvisa

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É fundamental entender que a Anvisa ainda não conseguiu confirmar que as canetas emagrecedoras são a causa direta da pancreatite nesses casos. A agência levanta pontos importantes para essa cautela:

  • Existem muitas canetas falsas, irregulares ou manipuladas sendo vendidas como se fossem as originais.
  • Não se sabe se a inflamação no pâncreas foi provocada pelo medicamento ou se os pacientes já tinham algum risco prévio para desenvolver a doença.

Apesar dessa ressalva, a Anvisa lembra que o risco de pancreatite já é mencionado nas bulas de algumas dessas canetas. Por isso, a informação e o acompanhamento médico são sempre a melhor prevenção.

Reconheça os Sinais da Pancreatite e Previna-se

Pessoas com diabetes e obesidade, que são o público-alvo desses tratamentos, já possuem um risco maior de desenvolver pancreatite. Saber identificar os primeiros sinais é crucial para buscar ajuda médica rapidamente.

Os principais sintomas de uma inflamação no pâncreas incluem uma dor intensa na “boca do estômago”, ou seja, na transição do tórax para o abdômen, que costuma irradiar para as costas.

A Anvisa e especialistas reforçam que o uso desses medicamentos é seguro, desde que haja indicação e acompanhamento médico rigoroso. Além disso, é imprescindível comprar os remédios apenas em locais credenciados e com a devida prescrição. Jamais use medicamentos vendidos sem receita ou de forma ilegal.

O Cenário Internacional: Alerta Também no Reino Unido

O Brasil não é o único país a observar esses casos. A Agência Reguladora de Medicamentos e Produtos de Saúde (MHRA) do Reino Unido também emitiu um alerta. Por lá, foram relatados 1.296 casos de pancreatite aguda associados a medicamentos agonistas de GLP-1 entre 2007 e outubro de 2025.

Desse total, 19 casos resultaram em morte e 24 evoluíram para pancreatite necrosante, uma forma mais grave da doença, onde o tecido do pâncreas começa a morrer.

O que Dizem as Farmacêuticas

Eli Lilly (Mounjaro)

A farmacêutica Eli Lilly, responsável pelo Mounjaro (tirzepatida), informa na bula do medicamento que a inflamação do pâncreas (pancreatite aguda) é uma reação adversa incomum. A empresa aconselha os pacientes a conversarem com seus médicos sobre os sintomas e a interromperem o tratamento caso haja suspeita de pancreatite durante o uso do Mounjaro.

Novo Nordisk (Ozempic, Rybelsus, Wegovy, Victoza, Saxenda)

A Novo Nordisk, que fabrica produtos como Ozempic, Rybelsus e Wegovy, destaca que existe um alerta geral para todas as terapias à base de incretina sobre o risco de pancreatite. Eles lembram que fatores como diabetes e obesidade aumentam esse risco. A pancreatite aguda está listada como uma reação adversa nas bulas de todos os seus produtos GLP-1 RA comercializados.

A empresa orienta que os pacientes sejam informados sobre os sintomas característicos e, se houver suspeita de pancreatite, descontinuem o tratamento com os medicamentos. Também sugere cautela para pacientes que já tiveram pancreatite antes.

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