O Congresso Nacional se prepara para votar o Orçamento de 2026 antes do início do recesso parlamentar, marcado para 23 de dezembro. Esta votação é crítica, especialmente devido ao Fundo Especial de Financiamento de Campanha (FEFC), conhecido como fundo eleitoral, que é de grande interesse para parlamentares que buscam a reeleição.
De acordo com informações do Metrópoles, o valor destinado ao fundo eleitoral deve permanecer em R$ 4,9 bilhões, o mesmo montante utilizado nas eleições anteriores. Em 30 de setembro, a Comissão Mista de Orçamento aprovou uma instrução normativa que propõe ampliar a reserva para o fundo eleitoral no Orçamento do próximo ano.
A proposta, que foi apresentada pelo deputado Isnaldo Bulhões (MDB-AL), indica que, para manter a integralidade dos recursos destinados ao fundo, cortes serão necessários em outras áreas do orçamento. Entre as mudanças sugeridas estão a redução de R$ 2,9 bilhões em emendas de bancada e o corte de R$ 1 bilhão em despesas discricionárias, que são aquelas que o governo pode alocar livremente.
Com a pressão para que a votação do Orçamento não seja adiada, os parlamentares buscam garantir a aprovação das medidas necessárias antes do recesso, de forma a assegurar os recursos do fundo eleitoral e facilitar suas campanhas.







