O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) rejeitou, nesta quinta-feira (10), o recurso de José Estêvão contra a decisão que o impede de concorrer ao governo da Bahia pelo Democracia Cristã (DC). A votação foi unânime.
Com isso, Ariel Capistrano segue como o único nome do partido com registro válido para a disputa ao governo do estado nas Eleições Gerais de 2026.
O caso chegou ao TSE porque o DC teve duas convenções na Bahia, realizadas em datas próximas no início de agosto. Cada uma delas indicou um candidato diferente: uma escolheu José Estêvão, e outra, Ariel Capistrano. Isso gerou disputa sobre qual registro deveria valer.
O recurso de José Estêvão foi relatado pelo ministro Antonio Carlos Ferreira. Os demais ministros da Corte acompanharam o voto do relator durante sessão ordinária presencial. Votaram dessa forma Ricardo Villas Bôas Cueva, Floriano de Azevedo Marques, Estela Aranha, André Mendonça, Dias Toffoli e Nunes Marques, que preside o TSE.
Antes de chegar ao TSE, o caso já havia passado pelo Tribunal Regional Eleitoral da Bahia (TRE-BA). Em 24 de agosto, o TRE-BA indeferiu, por unanimidade, a candidatura de José Estêvão e confirmou o registro de Ariel Capistrano como candidato do DC ao governo baiano.
Ao portal A TARDE, José Estêvão afirmou que ainda recorreria para tentar reverter a situação. "Nós estamos recorrendo contra o grupo que vendeu a nossa candidatura. A gente sabe disso", disse o candidato.
José Estêvão também acusou Ariel Capistrano e Marcelo Santtana de terem articulado para tirar sua candidatura do páreo. A reportagem não localizou, até o momento, resposta de Ariel Capistrano ou de Marcelo Santtana sobre a acusação.
Segundo o A TARDE, mesmo após a decisão do TSE, a plataforma DivulgaCand, do próprio tribunal, ainda registrava na noite desta quinta-feira as duas candidaturas do DC como válidas — a de José Estêvão e a de Ariel Capistrano. A situação pode ser atualizada pelo sistema eleitoral nos próximos dias.







