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Política

Suspeito de comandar tráfico de armas é extraditado ao Brasil

Diego Hernán Dirisio chegou ao país nesta quarta; investigação começou em Vitória da Conquista, na Bahia

Redação ChicoSabeTudo
11 de setembro, 2026 · 12:21 2 min de leitura

O argentino Diego Hernán Dirisio foi extraditado da Argentina para o Brasil nesta quarta-feira (9). Ele é apontado por órgãos de segurança como um dos principais nomes da Operação Dakovo, investigação sobre tráfico internacional de armas que teve origem na Bahia.

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A extradição foi coordenada pela Secretaria Nacional de Justiça, ligada ao Ministério da Justiça e Segurança Pública, por meio do Departamento de Recuperação de Ativos e Cooperação Jurídica Internacional. O pedido havia sido formulado pela Justiça Federal na Bahia.

Segundo o Ministério da Justiça, Dirisio é apontado como o maior traficante de armas da América do Sul. Ele estava preso na Argentina desde fevereiro de 2024, período em que aguardava a conclusão do processo de extradição, e era procurado por suspeita de tráfico internacional de armas, organização criminosa e lavagem de dinheiro.

De acordo com as investigações, Dirisio comandava a organização ao lado de Julieta Vanessa Nardi Aranda. O grupo teria usado uma empresa sediada no Paraguai para importar armamentos vindos da Croácia, Turquia, República Tcheca e Eslovênia. Parte desses armamentos teria sido desviada de forma ilegal para o Brasil.

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O suspeito foi conduzido pela Polícia Federal Argentina até o aeroporto de Buenos Aires e embarcou em voo com destino a São Paulo, onde foi entregue às autoridades brasileiras.

"A extradição é resultado de um trabalho intenso e permanente de articulação entre instituições de diferentes países", afirmou Maria Rosa Loula, secretária nacional de Justiça.

A investigação que resultou na Operação Dakovo começou na Bahia, em 2020, depois de apreensões de armas em Vitória da Conquista. Na ocasião, dois homens foram presos com 23 pistolas de origem croata, dois fuzis com indícios de adulteração, munições e carregadores.

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Segundo apuração do Correio, a importadora com sede em Assunção teria comercializado cerca de 43 mil armas e movimentado aproximadamente R$ 1,2 bilhão em três anos. Os flagrantes relacionados ao esquema ocorreram em dez estados, incluindo a Bahia. As armas, de acordo com a investigação, tinham numeração de identificação raspada e eram revendidas a intermediários na fronteira com o Brasil. A Polícia Federal identificou o PCC e o Comando Vermelho como destinatários finais de parte do armamento.

A Operação Dakovo foi deflagrada em dezembro de 2023, quando 28 pessoas foram denunciadas pelo Ministério Público Federal. Desde então, ações penais relacionadas ao caso já resultaram em condenações. Em agosto deste ano, o MPF informou ter obtido nova condenação contra um réu apontado como comprador das armas, sentenciado a seis anos e nove meses de reclusão em regime fechado, além de multa e indenização por danos morais coletivos. Segundo o MPF, a ação penal original foi desmembrada conforme os núcleos de atuação da organização.

A ação penal que envolve Dirisio ainda tramita na Justiça Federal na Bahia.

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