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Política

Trump se encontra com María Corina Machado e aceita Nobel da Paz como "honra"

Donald Trump deve se reunir com María Corina Machado na próxima semana em Washington. A líder venezuelana ofereceu seu Prêmio Nobel da Paz.

Redação ChicoSabeTudoRedação · Política
10 de janeiro, 2026 · 00:11 2 min de leitura
Foto: Daniel Torok/ White House
Foto: Daniel Torok/ White House

O ex-presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, anunciou que tem um encontro marcado para a próxima semana com a líder da oposição venezuelana, María Corina Machado. Essa declaração foi feita por Trump na última quinta-feira (8) — época em que ainda era presidente do país — durante uma entrevista à Fox News, diretamente da Casa Branca, e o encontro está previsto para acontecer em Washington.

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A declaração de Trump vem em um momento de interesse público do republicano por um reconhecimento internacional bastante específico: o Prêmio Nobel da Paz. Coincidentemente, María Corina Machado ofereceu a Trump a honraria que ela mesma recebeu no ano passado. Ela já havia dedicado o prêmio ao ex-presidente americano.

"Entendo que ela virá na próxima semana e estou ansioso para cumprimentá-la", disse Trump à Fox News, mostrando expectativa para o encontro.

O Nobel da Paz e os Interesses Políticos

A oferta do Prêmio Nobel da Paz por María Corina não é um gesto isolado. No início desta semana, a líder venezuelana explicou à Fox News que a entrega do prêmio seria uma demonstração de gratidão do povo da Venezuela. Segundo ela, o gesto seria um agradecimento pela suposta ajuda na destituição de Nicolás Maduro.

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Este movimento de María Corina ocorre mesmo com ela tendo sido, segundo a reportagem, deixada de lado por Trump no planejamento para a transição de poder após a prisão de Maduro. O ex-presidente americano sempre expressou publicamente seu desejo de receber um Prêmio Nobel da Paz, o que torna a oferta de María Corina um ponto estratégico e de grande repercussão.

Desafios e Reservas de Trump sobre o Cenário Pós-Maduro

Apesar de aceitar o encontro e considerar uma "honra" a oferta do Nobel, Trump demonstrou ter algumas ressalvas sobre a capacidade de María Corina Machado de liderar a Venezuela. Ele argumentou que, mesmo após ter conduzido uma campanha eleitoral bem-sucedida em 2024 contra Maduro, a opositora não teria o apoio nem o respeito necessários dentro do país para governar com eficácia.

Fontes próximas à Casa Branca, conforme apurou o jornal O Globo, indicam que Trump já havia tomado uma decisão antes mesmo da entrada em Caracas: ele não apoiaria María Corina em um cenário pós-Maduro. Essa posição teria sido embasada por diversas avaliações, incluindo:

  • Informações da inteligência americana.
  • Um desgaste na relação de María Corina com as autoridades em Washington.
  • E, surpreendentemente, até mesmo a cobiça de Trump pelo Prêmio Nobel da Paz pode ter influenciado essa decisão, de acordo com as mesmas fontes.

Mesmo diante desses desafios e do afastamento inicial do processo de transição, María Corina Machado mantém seu foco. Ela afirmou que "planeja voltar para casa o mais rápido possível", indicando sua determinação em retornar à Venezuela.

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