O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, subiu o tom contra o Irã neste sábado (4) e estabeleceu um prazo decisivo para o país. Em declaração direta, Trump afirmou que a nação iraniana tem apenas 48 horas para reabrir o Estreito de Ormuz ou aceitar uma negociação, caso contrário, "o inferno reinará" sobre o país.
A ameaça faz referência a um prazo anterior de dez dias que havia sido dado pelo governo americano. Com o tempo se esgotando, o clima de tensão no Oriente Médio atinge um novo patamar, colocando o mundo em alerta para uma possível escalada militar na região.
O Estreito de Ormuz é uma das rotas marítimas mais importantes do planeta, sendo responsável pela passagem de cerca de 20% de todo o petróleo consumido mundialmente. O local está fechado desde o início do conflito, que já dura mais de um mês e envolve também Israel.
Apesar da pressão de Washington, o governo do Irã nega que qualquer acordo ou negociação esteja em andamento com os norte-americanos. Pelo contrário, as autoridades iranianas acusam os Estados Unidos de estarem planejando uma invasão terrestre em segredo.
Trump chegou a sugerir que o atual regime iraniano poderia ser mais aberto ao diálogo do que os anteriores, mas manteve a postura agressiva. Ele mencionou que pontos estratégicos do país podem ser alvos de ataques caso as exigências não sejam cumpridas no prazo estipulado.
A falta de entendimento entre as potências mantém a incerteza sobre o preço dos combustíveis e a segurança global. Enquanto o Irã denuncia as intenções de guerra dos EUA, o governo americano reforça que não vai recuar sem a liberação da rota comercial.







