O ministro Dias Toffoli, do Supremo Tribunal Federal (STF), foi sorteado para ser o relator de um processo que pode destravar a CPI do Banco Master. A polêmica é que Toffoli já tinha se afastado de outra investigação sobre o mesmo banco por possíveis ligações com o dono da instituição.
A nova ação foi movida pelo deputado federal Rodrigo Rollemberg (PSB-DF). Ele quer que o STF obrigue a Câmara dos Deputados a instalar a comissão para apurar supostas fraudes na negociação de compra do Banco Master pelo Banco de Brasília.
O caso se complica porque, em fevereiro, Toffoli deixou a relatoria de um inquérito parecido. A decisão veio depois que a Polícia Federal entregou um relatório ao Supremo com indícios de conexões entre o ministro e Daniel Vorcaro, o dono do Banco Master.
Segundo o documento da PF, um dos indícios seria um pagamento de R$ 35 milhões feito por Vorcaro por uma parte no Tayaya Resort. O próprio Toffoli já admitiu ser um dos sócios do empreendimento, o que levantou a suspeita de conflito de interesses.
Apesar do histórico, o ministro foi escolhido para o novo caso por meio de um sorteio eletrônico, como é de praxe no STF. Agora, cabe a ele decidir se continua com a relatoria ou se declara novamente suspeito para julgar a causa.
Enquanto a situação se desenrola em Brasília, o caso gera desgaste político para a gestão do governador do Distrito Federal, Ibaneis Rocha (MDB), já que a investigação mira uma transação envolvendo o banco estatal da capital.







