O Tribunal de Justiça da Bahia (TJ-BA) esclareceu os motivos do adiamento do júri do caso da cantora gospel Sara Freitas, que estava agendado para ocorrer no dia 24 de fevereiro de 2026.
Segundo nota oficial do tribunal, a suspensão da sessão se deu exclusivamente por decisão da defesa dos réus, que abandonou o plenário sem apresentar um pedido formal para tal ato. O TJ-BA enfatizou que a audiência estava devidamente organizada, com a presença de 17 policiais militares e cinco viaturas, suficientes para a segurança do evento.
A nota também detrata que a escolha do local para o julgamento, na câmara municipal de Dias d'Ávila, foi correta, e que não houve qualquer determinação judicial que indicasse o contrário. Assim, o tribunal alerta que qualquer contestação sobre a infra-estrutura do local deveria ter sido levantada formalmente antes da interrupção da sessão.
Além disso, o TJ-BA destacou que as defesas dos réus praticaram ato atentatório à dignidade da Justiça, o que levou à decisão de expedir um ofício à Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) para avaliação do comportamento dos profissionais envolvidos. Em sua nota, o tribunal reafirmou seu compromisso com um julgamento imparcial e transparente.
Uma nova data para a sessão já foi agendada, e o TJ-BA insiste que o Judiciário não deve ser responsabilizado pelo adiamento, que resultou da estratégia defensiva.







