O deputado Tiago Correia (PSDB), líder da Oposição na Assembleia Legislativa da Bahia (AL-BA), saiu em uma defesa contundente do cantor Edson Gomes. A manifestação de Correia acontece após críticas da deputada estadual Olívia Santana (PCdoB) ao reggaeman, que se envolveu em uma polêmica recente.
A controvérsia surgiu quando Edson Gomes fez uma insinuação de que o comunismo estaria “roubando crianças”. A fala do artista gerou repercussão, e a deputada Olívia Santana comentou o assunto, afirmando que Edson Gomes “compõe como comunista”.
Para Tiago Correia, a postura da deputada não é um simples debate, mas uma tentativa clara de silenciar uma voz importante.
“O que se vê não é um debate de ideias, mas uma investida clara para rotular, intimidar e, no limite, silenciar uma voz artística historicamente comprometida com a liberdade e com a denúncia da opressão”, afirmou o deputado.
Correia avalia que, ao vincular as composições de Edson Gomes ao comunismo por ele criticar injustiças, Olívia Santana parece ignorar que a crítica social, a desigualdade e os abusos de poder não são exclusivos de nenhuma ideologia. Ele frisou que essa é uma postura de consciência crítica universal, muito mais antiga e ampla que qualquer doutrina política.
A História por Trás da Crítica
O líder da Oposição também destacou que a fala de Edson Gomes, ao criticar o comunismo por supostamente transformar indivíduos, inclusive crianças, em ferramentas de projetos de poder, tem um respaldo histórico. Correia lembrou que as bases teóricas do marxismo defendem a subordinação do indivíduo ao coletivo, além da luta de classes.
Ele reforçou seu argumento ao citar a experiência de regimes comunistas ao longo do século XX e XXI como exemplos claros dessa realidade:
- União Soviética
- China maoísta
- Cuba
- Coreia do Norte
- Camboja de Pol Pot
- Venezuela
Segundo Correia, esses países são “exemplos amplamente documentados de sistemas marcados por supressão de liberdades, perseguição política, censura, encarceramento em massa, fome e milhões de mortes”.
O ponto mais grave, na visão do deputado do PSDB, é a tentativa de impor uma visão ideológica única, classificando como “reacionário” todo aquele que ousa ter uma opinião diferente.
“Ao atacar Edson Gomes e sugerir que suas opiniões devem ser combatidas ou deslegitimadas, a deputada adota a mesma lógica autoritária que marca os regimes que ela se dispõe a defender: a lógica da intolerância ao pensamento divergente”, ressaltou Tiago Correia.
Para finalizar, o líder da Oposição enfatizou que tentar calar um artista com a trajetória de Edson Gomes não é apenas um ataque pessoal, mas sim um ataque direto à liberdade de expressão, que é um dos pilares de qualquer sociedade verdadeiramente democrática. “Quem realmente acredita na democracia não teme a crítica, não teme o confronto livre de ideias”, concluiu Correia.







