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Política

STF impede que verba da saúde de Salvador seja usada para pagar dívida trabalhista de Teixeira de Freitas

Ministro André Mendonça suspendeu bloqueio de recursos que deveriam financiar postos de saúde e unidades de urgência na capital baiana.

Redação ChicoSabeTudoRedação · Política
12 de maio, 2026 · 03:04 1 min de leitura

O ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal (STF), barrou uma decisão da Justiça do Trabalho que tentava tirar dinheiro da saúde de Salvador para pagar dívidas de outra cidade. A medida garante que os recursos públicos continuem sendo usados no atendimento à população da capital.

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A confusão começou quando a 1ª Vara do Trabalho de Teixeira de Freitas mandou bloquear verbas da Prefeitura de Salvador. O objetivo era quitar dívidas trabalhistas do Instituto Provida, uma organização social que presta serviços tanto no interior quanto na capital.

Na prática, o bloqueio atingia o orçamento de unidades importantes, como o Multicentro de Saúde Amaralina e postos de urgência nas ilhas de Maré, Bom Jesus dos Passos e Paramana. A prefeitura soteropolitana recorreu, alegando que não poderia pagar uma conta que não era sua.

Ao analisar o caso, o ministro destacou que Salvador nem sequer faz parte do processo original em Teixeira de Freitas. Para Mendonça, a Justiça do Trabalho não pode decidir quais políticas públicas devem ser priorizadas ao mexer no orçamento de outro município.

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O magistrado reforçou que o bloqueio de verbas do SUS coloca em risco a continuidade de serviços essenciais. Ele lembrou que existem regras constitucionais que protegem o dinheiro da saúde contra esse tipo de penhora judicial direta.

Com a liminar, qualquer valor que já tenha sido retirado das contas da prefeitura deve ser devolvido imediatamente. A decisão é provisória e vale até que o plenário do STF julgue o mérito da questão de forma definitiva.

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