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Política

STF barra indicação política e define que próxima vaga no TCE-BA será de auditor concursado

Decisão unânime dos ministros encerra disputa judicial e garante que nova cadeira na Corte de Contas não fique com o Governo.

Redação ChicoSabeTudoRedação · Política
25 de março, 2026 · 03:01 1 min de leitura

O Supremo Tribunal Federal (STF) decidiu, por unanimidade, que a próxima vaga de conselheiro no Tribunal de Contas do Estado da Bahia (TCE-BA) terá que ser ocupada, obrigatoriamente, por um auditor de carreira. A decisão, relatada pelo ministro Dias Toffoli, encerra uma longa disputa sobre quem teria o direito de assumir as cadeiras da Corte.

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A determinação vale para a próxima cadeira que ficar vazia, independentemente do motivo, desde que não seja uma vaga já reservada ao Ministério Público de Contas. Na prática, isso impede que o Governo do Estado faça uma nova indicação política livre para o posto, como aconteceu recentemente.

O imbróglio jurídico começou porque, até pouco tempo, o TCE-BA não tinha o cargo de auditor estruturado. Por conta dessa falha, o STF permitiu que a última vaga aberta fosse preenchida por Josias Gomes, indicado pelo governador Jerônimo Rodrigues, para evitar que o tribunal ficasse com o trabalho prejudicado por falta de membros.

Para os ministros, como agora a Assembleia Legislativa já aprovou a criação dos cargos de auditor, não existe mais desculpa para não seguir a Constituição. A regra exige que parte do tribunal seja composta por técnicos concursados e não apenas por nomes escolhidos por políticos.

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A previsão é que essa mudança aconteça em 2028. É nesse ano que o conselheiro João Bonfim completa 75 anos e será obrigado a se aposentar, abrindo o espaço que agora está reservado para um auditor concursado.

A ação foi movida pela Associação Nacional dos Ministros e Conselheiros-Substitutos (Audicon). A entidade alegava que a Bahia estava demorando de propósito para organizar a carreira de auditor, apenas para manter as indicações sempre nas mãos dos governantes.

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