O senador Angelo Coronel confirmou neste sábado, dia 31 de janeiro de 2026, sua saída do PSD. A decisão, que já agitava os bastidores da política, foi anunciada em entrevista ao programa Frequência News, da rádio Boa FM 96,1, marcando um novo capítulo em sua trajetória política. A informação vem após o parlamentar alegar ter sido "limado" da chapa governista, um movimento que o levou a repensar sua permanência no partido.
Dias antes da confirmação oficial, Coronel já havia dado sinais do seu descontentamento e da iminente mudança. Ele publicou um vídeo nas redes sociais onde aparecia em um momento de aparente tranquilidade à beira-mar, usando óculos escuros e falando sobre um “novo desafio” em sua vida política. A gravação, repleta de simbolismos, buscava transmitir uma imagem de serenidade e resiliência diante das turbulências.
"Oi, gente. Nada como vir aqui tomar um banho de mar, pedir a proteção das águas, que me dê força, discernimento, coragem para encarar esse novo desafio. Graças a Deus, eu sou muito contrito com Deus e nada como amanhecer, clamando a Ele, que é o nosso Guia, o nosso Pai Celestial. Valeu, vem com a gente", declarou Coronel no vídeo, buscando força para o momento de transição.
A saída de Coronel do PSD surpreendeu muitos, especialmente porque, até a noite da sexta-feira (30) anterior à confirmação, a possibilidade era vista como improvável nos círculos políticos da Bahia. Inclusive, o próprio senador havia declarado publicamente ao Bahia Notícias, também na sexta-feira, que só deixaria a legenda caso fosse expulso.
A desfiliação de Angelo Coronel não é um caso isolado. Junto com ele, outros nomes importantes ligados ao seu grupo político também estão de saída do PSD, fortalecendo a ideia de um movimento coordenado. Entre os que acompanham o senador nessa mudança estão seus filhos, Diego Coronel e Angelo Coronel Filho, além de figuras como João de Furão, Thiago Gileno e Luizinho Sobral. A movimentação em bloco sinaliza uma reconfiguração nas alianças e forças políticas na Bahia, abrindo espaço para novas discussões e alinhamentos futuros no cenário eleitoral.
A saída de um senador de uma legenda importante como o PSD, especialmente com o argumento de ter sido preterido de uma chapa majoritária, naturalmente gera grande repercussão e especulações sobre os próximos passos do político e de seu grupo, além de provocar reflexões sobre as dinâmicas internas dos partidos e as articulações que antecedem os pleitos eleitorais.







