A semana em Brasília promete ser agitada e com impacto direto na vida do cidadão. Estão na pauta duas decisões cruciais: o julgamento de deputados federais por desvio de verbas no Supremo Tribunal Federal (STF) e a definição da nova taxa de juros (Selic), que mexe com o preço de tudo, do crediário ao financiamento.
No STF, o foco está em uma ação que pode condenar parlamentares acusados de participar de um esquema de corrupção com emendas. O julgamento vai apurar se houve a formação de uma organização criminosa para desviar dinheiro que deveria ir para a população.
Já na área econômica, o Comitê de Política Monetária do Banco Central (Copom) se reúne na quarta-feira (18) para decidir o rumo da Selic. Com a alta do dólar e as incertezas lá fora, a expectativa do mercado é que o corte nos juros seja menor, o que pode manter o crédito mais caro para todo mundo.
Nos bastidores do governo, também há movimentação. O ministro da Fazenda, Fernando Haddad, pode deixar o cargo para disputar o governo de São Paulo. Se isso acontecer, quem assume a pasta é seu atual secretário executivo, Dario Durigan.
Enquanto isso, o presidente Lula tem agenda cheia. Ele recebe o presidente da Bolívia para discutir, entre outras coisas, o fornecimento de gás para o Brasil. Lula também assinará decretos para aumentar a proteção de crianças e adolescentes na internet, reforçando o chamado ECA digital.
No Congresso, o ritmo deve ser mais lento. Com a "janela partidária" aberta para troca de partidos, muitos deputados e senadores estarão mais focados em articulações políticas, e as sessões podem ficar esvaziadas até o fim do mês.







