Paulo Afonso · BA
Última hora
Operação prende 14 suspeitos em Salvador nesta manhãSTF retoma julgamento sobre marco temporal nesta tardeVitória empata em casa pela Copa do BrasilVagas de emprego no polo de Camaçari saltam 22%Salvador registra maior volume de chuva do mês
PI 637
Política

Sardinha e atum desaparecem da costa brasileira e preço do peixe deve disparar

Aquecimento dos oceanos força migração de espécies para águas frias, prejudicando pescadores e o bolso do consumidor.

Redação ChicoSabeTudoRedação · Política
09 de maio, 2026 · 19:26 1 min de leitura

O prato do brasileiro está prestes a ficar mais caro e vazio. Espécies essenciais como a sardinha e o atum estão fugindo das águas brasileiras em direção ao Sul, buscando temperaturas mais frias. O fenômeno, causado pelo aquecimento recorde dos oceanos, foi detalhado pela Auditoria da Pesca 2024 da Oceana Brasil.

Publicidade

Com as águas mais quentes, os cardumes mergulham em profundidades maiores ou se deslocam por milhares de quilômetros. Para o pescador artesanal, isso significa redes vazias; para as grandes frotas, representa um custo muito mais alto com combustível para perseguir os peixes longe da costa.

Além da fuga, os peixes que ficam estão crescendo menos e se reproduzindo com dificuldade. A falta de oxigênio na água, provocada pelo calor, sufoca os ecossistemas e reduz a quantidade de nutrientes disponíveis, enfraquecendo a vida marinha em toda a costa nacional.

A conta dessa crise ambiental chegará direto nos supermercados e feiras. Com a oferta menor e o aumento dos custos de captura, o peixe corre o risco de se tornar um item de luxo. O setor de gastronomia e o turismo costeiro também já começam a sentir os reflexos do desequilíbrio.

Publicidade

Especialistas alertam que a sardinha-verdadeira, base da nossa indústria, tem apresentado comportamento instável, o que dificulta até o monitoramento por satélite. Sem peixes nos locais históricos de pesca, a economia de cidades que dependem do mar enfrenta um futuro incerto.

Cientistas reforçam que, sem medidas urgentes para proteger áreas marinhas e conter o avanço das temperaturas, o colapso de diversas espécies pode ser irreversível. O oceano, que sempre regulou o clima do planeta, está chegando ao seu limite biológico.

Leia também