O deputado estadual Rosemberg Pinto (PT) não poupou críticas à estratégia de obstrução utilizada pela oposição na Assembleia Legislativa da Bahia (AL-BA) nesta quarta-feira (17). Para o parlamentar, essa tática é “medieval” e não traz qualquer benefício concreto para a sociedade baiana.
A obstrução, um método comum em casas legislativas, serve para atrasar ou impedir a votação de projetos. No entanto, Rosemberg Pinto questiona a sua utilidade prática, especialmente quando não há um motivo claro para modificar as propostas em discussão. Ele destaca que, nesse cenário, a tática acaba apenas criando dificuldades para os próprios deputados e para o andamento dos trabalhos.
Eu, às vezes, me pergunto o que a obstrução traz de vantagem para a sociedade baiana. Acho que, se não há motivação para alterar o projeto, a obstrução serve apenas para criar dificuldades para os próprios deputados. Esse método é medieval e não traz nenhum benefício para a sociedade.
Além de comentar a postura da oposição, o deputado petista também fez uma projeção sobre o possível encerramento das atividades legislativas do semestre na AL-BA. Segundo ele, a última sessão pode acontecer já na quinta-feira (18) ou, no mais tardar, na próxima segunda-feira (22).
Para que isso aconteça, os deputados precisam avançar nas votações importantes que estão na pauta. Entre elas, estão os projetos que precisam passar pelo primeiro e segundo turnos de votação, além do primeiro turno do orçamento estadual. Rosemberg ressaltou a importância de um ambiente mais harmonioso para que os trabalhos possam ser concluídos sem maiores entraves.
Nós vamos trabalhar para votar o primeiro turno. Ontem, já fizemos a adequação no primeiro turno e devemos votar o segundo hoje, além do primeiro turno do orçamento. Se seguirmos de forma mais harmônica, acredito que podemos votar o segundo turno na quinta ou na próxima segunda-feira e encerrar o ano legislativo.
A expectativa é que, com a colaboração dos parlamentares, a pauta seja votada rapidamente, permitindo o encerramento do semestre e o recesso legislativo, após a conclusão dos processos essenciais para o governo e a população da Bahia.







