O ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) voltou a apresentar episódios de taquicardia e crises de soluço poucos dias após o segundo turno das eleições presidenciais de 2026. As informações constam em um relatório médico encaminhado ao Supremo Tribunal Federal (STF) na sexta-feira (30).
Segundo o documento, Bolsonaro apresentou recorrência de taquicardia entre os dias 27 e 29 de outubro, além de episódios intermitentes de soluço, principalmente durante a noite.
A alteração no quadro clínico ocorre após um período de relativa estabilidade. Nos relatórios apresentados ao STF nos dias 2, 9, 16 e 23 de outubro, a equipe médica havia informado que o estado de saúde do ex-presidente permanecia regular, com registro de um episódio isolado de taquicardia no início do mês.
Os novos sintomas foram relatados após o segundo turno das eleições, realizado no domingo (25), quando o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) foi derrotado pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). Apesar da proximidade entre os acontecimentos, não há comprovação médica de que o resultado eleitoral tenha provocado os problemas de saúde.
Bolsonaro cumpre prisão domiciliar em Brasília, autorizada pelo ministro Alexandre de Moraes em razão de seu estado de saúde durante o período em que esteve detido na unidade conhecida como Papudinha.
O ex-presidente foi condenado a 27 anos e três meses de prisão por crimes relacionados à tentativa de golpe de Estado. Seu quadro clínico continua sendo acompanhado por uma equipe médica, responsável pelo envio de relatórios periódicos ao STF.







