A Polícia Federal consultou autoridades argentinas nesta terça-feira (27) para verificar se o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) deixou o Brasil pela fronteira com o país vizinho. A checagem foi noticiada por Metrópoles e R7 após uma reportagem do Infobae sobre uma possível viagem aos Estados Unidos. Até a consulta às fontes, às 11h28, a saída não estava confirmada.
O governo argentino negou que Flávio tenha entrado no país, segundo declaração de um porta-voz da Presidência à Bloomberg. Rogério Marinho (PL-RN), coordenador da campanha presidencial do senador, também negou o deslocamento. Ao Metrópoles, afirmou que Flávio não deixou o Brasil.
As informações sobre a resposta argentina, porém, exigem uma distinção. Enquanto a Bloomberg publicou a negativa do porta-voz do governo, uma fonte da PF disse ao R7 que a polícia argentina ainda não havia fornecido informações precisas sobre a possível entrada do senador.
O R7 informou que, segundo o diretor-geral da PF, Andrei Rodrigues, não havia investigação formal aberta sobre essa possível saída, mas verificações em fronteiras e aeroportos. Fontes ouvidas pelo Metrópoles afirmaram que não encontraram passagem de Flávio por pontos regulares de controle migratório brasileiro.
A hipótese de viagem foi divulgada pelo Infobae nesta terça-feira. O veículo argentino relatou, em termos condicionais, que Flávio teria atravessado a fronteira e embarcaria em um avião particular em Puerto Iguazú, com destino aos Estados Unidos. O texto consultado não apresenta confirmação de que o senador estivesse a bordo.
Na segunda-feira (26), Flávio disse ter sido intimado a entregar seus passaportes e impedido de deixar o Brasil por determinação do ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal. A Agência Brasil informou que a decisão está em segredo de Justiça.
Em vídeo divulgado nas redes sociais, o senador afirmou que cumpriria a ordem, conforme reportagem da Reuters. A restrição judicial e a checagem da PF, por si, não comprovam uma saída do país.







