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Política

Reino Unido acusa Meta de lucrar com anúncios ilegais de jogos de azar

Comissão de Jogos do Reino Unido acusa Meta de falhar em combater anúncios de cassinos ilegais em suas redes, sugerindo lucro com publicidade criminosa.

Redação ChicoSabeTudoRedação · Política
20 de janeiro, 2026 · 13:24 2 min de leitura
(Imagem: gguy / Shutterstock)
(Imagem: gguy / Shutterstock)

A gigante de tecnologia Meta, dona de plataformas como Facebook e Instagram, está sob forte acusação no Reino Unido. A Comissão de Jogos de Azar do país afirma que a empresa não só falha em barrar a publicidade de cassinos online que operam de forma ilegal, como também aceita receber “dinheiro de criminosos” através desses anúncios.

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Essa crítica pesada veio à tona na última segunda-feira, dia 19. Tim Miller, diretor-executivo do órgão regulador, fez o pronunciamento durante um discurso na feira internacional ICE Barcelona, um evento importante para o setor.

Anúncios ilegais são fáceis de achar, diz regulador

Para Miller, os anúncios de sites de apostas que operam fora da lei são muito fáceis de encontrar e visíveis para qualquer usuário das redes sociais da Meta. Muitos deles, ele destacou, promovem plataformas que não fazem parte do GamStop. O GamStop é um programa britânico fundamental para quem precisa de ajuda com jogos de azar, pois permite que pessoas com problemas bloqueiem o acesso a serviços de apostas online.

A Meta, por sua vez, tentou se defender, alegando que só ficou sabendo desses anúncios depois de ser notificada oficialmente. No entanto, Tim Miller não engoliu a desculpa. Para ele, a justificativa da Meta é “simplesmente falsa”. O diretor-executivo sugere que a postura da empresa dá a impressão de que ela tolera esse tipo de publicidade ilegal, contanto que haja retorno financeiro.

“Isso sugere que fechar os olhos e continuar recebendo dinheiro de criminosos e golpistas é aceitável até que alguém faça uma denúncia”, declarou Miller.

O que a Meta responde?

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A Meta, buscando amenizar a situação, respondeu que tem políticas rigorosas para anúncios relacionados a jogos de azar. A empresa garantiu que qualquer conteúdo que viole essas regras é tirado do ar assim que identificado. Além disso, afirmou estar trabalhando junto com a Comissão de Jogos de Azar para remover anúncios que são sinalizados e para melhorar seus sistemas que detectam automaticamente essas irregularidades.

“Estamos trabalhando em estreita cooperação com o regulador para proteger usuários e anunciantes legítimos contra agentes mal-intencionados”, disse um porta-voz da companhia à agência Reuters. A empresa também incentivou a continuidade do diálogo com a autoridade britânica.

Mas Miller não se convenceu. Ele lembrou que a própria biblioteca pública de anúncios da Meta mostra claramente quem são os anunciantes que admitem não participar do GamStop. “Se nós conseguimos encontrá-los, a Meta também consegue”, afirmou. A conclusão de Miller é dura: “O problema é que a empresa simplesmente escolhe não procurar”.

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