Um evento político em Feira de Santana, na Bahia, na última quinta-feira (18), movimentou os bastidores e deu o que falar. Durante a inauguração da nova sede do União Brasil na cidade, um detalhe chamou bastante a atenção de quem estava por lá: a reação do ex-prefeito José Ronaldo aos rasgados elogios feitos por ACM Neto.
Neto, que é apontado como um possível candidato da oposição ao governo da Bahia em 2026, não poupou palavras para enaltecer José Ronaldo em seu discurso. "Esse é um dos maiores líderes políticos de todo o Estado da Bahia e o maior prefeito de toda a história em Feira de Santana, José Ronaldo de Carvalho", declarou ele, para as palmas do público presente.
No entanto, a resposta de José Ronaldo foi bem discreta, gerando burburinhos entre os participantes e líderes políticos. Esse comportamento fez muita gente reviver uma "ferida" antiga, que remonta à eleição de 2022. Naquela época, Ronaldo foi surpreendentemente deixado de lado na chapa da oposição, no próprio dia do lançamento.
Lembram-se? ACM Neto, após alguns rearranjos partidários, escolheu a empresária Ana Coelho (Republicanos) como sua vice. Na época, muita gente viu essa decisão como um sinal de desgaste político entre os aliados. O Acorda Cidade, parceiro do Bahia Notícias, foi um dos veículos que acompanhou de perto essa história.
PublicidadeNaquele período, José Ronaldo chegou a desabafar publicamente, dizendo que ficou abalado com a decisão. Mas, logo depois, garantiu que o episódio estava superado e que ele não guardava ressentimentos.
Agora, com a reação observada no evento desta quinta-feira, as interpretações sobre o comportamento de José Ronaldo voltaram com força total. Será que a postura foi apenas algo do momento? Ou será que ela esconde algum sinal para as futuras movimentações políticas na Bahia, especialmente com as eleições de 2026 se aproximando?
Até agora, nem José Ronaldo nem ACM Neto se manifestaram oficialmente sobre o assunto. Mas uma coisa é certa: os olhos da política baiana continuam atentos a cada passo e a cada sinal, acompanhando de perto as articulações que podem moldar o cenário eleitoral dos próximos anos.







