O governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) apresentou nesta sexta-feira, 31, em Brasília, o Projeto de Lei Orçamentária Anual (PLOA) de 2027. O documento mostra que os três principais programas sociais da gestão federal não terão reajuste no valor dos benefícios no próximo ano.
Bolsa Família, Auxílio Gás e Pé-de-Meia seguem com os mesmos valores por família em 2027. A proposta orçamentária foi entregue ao Congresso Nacional nesta data.
O Bolsa Família terá orçamento de R$ 155,84 bilhões em 2027. O montante é menor que o previsto para 2026, de R$ 156,6 bilhões. O número de famílias beneficiadas também cai, de 19,9 milhões para 19,8 milhões.
De acordo com o governo, o programa passou por mudanças recentes e o comportamento do mercado de trabalho contribuiu para reduzir os gastos. Uma das alterações foi a diminuição do prazo em que famílias que ultrapassam o limite de renda continuam recebendo o benefício, que caiu de dois anos para um ano.
O Auxílio Gás terá orçamento de R$ 7,6 bilhões em 2027, valor bem acima dos R$ 4,6 bilhões previstos para este ano. Apesar do aumento no volume total de recursos, o número de famílias atendidas e o valor pago a cada uma permanecem os mesmos, já que o programa foi reformulado neste ano.
O Pé-de-Meia, destinado a estudantes do ensino médio, terá orçamento de R$ 10,53 bilhões, um pouco acima dos R$ 10,4 bilhões atuais. Segundo o Ministério do Planejamento e Orçamento, o público atendido continuará o mesmo.
Já na área da Saúde, o Farmácia Popular teve o orçamento ampliado. O programa, que oferece medicamentos à população, passará de R$ 4,6 bilhões em 2026 para R$ 8 bilhões em 2027. Diferente dos demais programas citados, o Farmácia Popular não trabalha com valor fixo por família, mas atende conforme a demanda por remédios incluídos na lista do programa.
Segundo a mensagem presidencial que acompanha o Orçamento de 2027, o crescimento do orçamento do Farmácia Popular está ligado ao volume de recursos destinados à distribuição de medicamentos à população.







