O prefeito de Rio de Contas, Célio Evangelista da Silva, o "Célio Vaqueiro" (PSD), está na mira da Polícia Federal. A Justiça Eleitoral da Bahia autorizou a abertura de um inquérito para investigar um suposto esquema de caixa dois na campanha de 2024 e fraudes em licitações logo no início de seu mandato.
A suspeita é que a campanha do prefeito foi bancada por fora, com empresas pagando por estruturas de palco, som e luz para comícios. Como troca de favor, essas mesmas empresas teriam ganhado contratos com a prefeitura logo depois que Célio Vaqueiro assumiu o cargo, segundo a Procuradoria Regional Eleitoral.
O Ministério Público aponta que por trás das empresas beneficiadas, Andressa Assunção Pessoa Ltda. e Pontual Contábil Ltda., estaria Wilde José Cardoso Tanajura. Ele é ex-prefeito da cidade e já foi condenado por improbidade, estando proibido de fechar contratos com o poder público.
A investigação detalha que a prefeitura deu um contrato de R$ 62 mil para uma dessas empresas, sem licitação, para a estrutura do Carnaval de 2025. Em outra concorrência, de R$ 640 mil para festejos, a mesma empresa venceu após concorrentes com preços mais baixos serem desclassificados por questões formais.
Um dos pontos que chamou a atenção dos investigadores foi a conta da campanha. Enquanto os eventos usaram uma estrutura gigante, o valor declarado à Justiça Eleitoral para aluguel de palco e gerador foi de apenas R$ 11.180,00, uma diferença que levantou fortes suspeitas.
Com a decisão do Tribunal Regional Eleitoral (TRE-BA), o caso agora está nas mãos da Polícia Federal na Bahia. Se as suspeitas forem confirmadas, o prefeito pode responder por crimes como falsidade ideológica eleitoral e fraude em licitação.







