O projeto da ponte Salvador-Itaparica sofreu um novo revés técnico que pode comprometer a previsão de início das obras. Laudos elaborados por peritos do Ministério Público Federal (MPF) apontam falhas na estrutura ambiental e técnica da proposta, exigindo análises muito mais rigorosas para que o licenciamento avance.
Apesar de o Governo do Estado planejar o começo das intervenções para o dia 4 de junho deste ano, os documentos federais indicam que o empreendimento ainda carece da Licença de Instalação. Sem esse documento, as máquinas não podem começar a trabalhar no local.
Ao todo, sete peritos assinaram três laudos diferentes entre os meses de setembro e outubro do ano passado. O ponto mais crítico destacado pelos especialistas é o risco ambiental direto à Baía de Todos-os-Santos, que exige um monitoramento mais detalhado do que o apresentado até agora.
Diante das incertezas, o MPF recomendou a contratação de uma equipe multidisciplinar com pelo menos 20 profissionais para dar suporte às investigações. O grupo deve contar com engenheiros, oceanógrafos, biólogos e especialistas em Direito Ambiental para revisar todo o projeto.
Essa força-tarefa deve auxiliar o Ministério Público da Bahia (MP-BA), que já mantém uma investigação aberta sobre o caso. A necessidade de novos estudos coloca em xeque a robustez do que foi planejado pela concessionária responsável pela construção.
Enquanto o cronograma oficial segue mantido pela gestão estadual, o setor jurídico e ambiental aguarda os desdobramentos dessas exigências técnicas. Para o cidadão, o alerta serve para mostrar que a obra ainda enfrenta barreiras burocráticas e técnicas significativas antes de sair do papel.







