A Polícia Federal enviou um documento oficial ao Ministério da Justiça rejeitando a proposta dos Estados Unidos de classificar o Primeiro Comando da Capital (PCC) e o Comando Vermelho (CV) como grupos terroristas. A manifestação ocorre após o governo americano sinalizar que pretendia mudar o enquadramento dessas facções.
De acordo com o diretor-geral da corporação, Andrei Rodrigues, existe uma diferença clara entre o crime organizado e o terrorismo. Enquanto terroristas agem por ideologia, política ou religião para pressionar governos, as facções brasileiras funcionam como empresas do crime focadas exclusivamente no lucro financeiro.
A PF argumenta que o PCC e o CV operam no tráfico de drogas, armas e pessoas para gerar dinheiro. Mesmo com o alto grau de violência e organização que possuem, a lógica desses grupos é econômica, o que os mantém na categoria de organizações criminosas dentro da lei brasileira.
O relatório também rebate a ideia de que o uso da violência extrema justificaria o rótulo de terrorismo. Para os investigadores, os ataques das facções não são indiscriminados contra a população, mas direcionados contra grupos rivais ou forças de segurança pública.
Apesar da negativa sobre o termo 'terrorista', a Polícia Federal reforçou que essas organizações representam um risco severo à ordem pública e à segurança do país. O órgão garantiu que o combate a esses grupos continuará sendo prioridade com ações especializadas do Estado.







