A OpenAI se tornou o centro de uma controvérsia com o governo dos Estados Unidos nesta semana, após declarações feitas pela diretora financeira, Sarah Friar, durante a conferência Tech Live do The Wall Street Journal. Na quarta-feira, 5, ela sugeriu que a desenvolvedora poderia requerer apoio federal para assegurar a realização de seus compromissos financeiros.
Essas palavras geraram reações imediatas, levando o conselheiro de Donald Trump para IA, David Sacks, a contestar a ideia, afirmando que “não haverá resgate federal para IA”. Segundo Sacks, o mercado já conta com empresas pioneiras nesse setor e que a falência de uma delas não geraria crises, pois outras podem substituí-las.
Para agravar a situação, na quinta-feira, 6, Friar se retratou em uma publicação no LinkedIn, esclarecendo que a OpenAI não buscava garantias governamentais, mas sim mencionou a possibilidade de que investimentos externos, incluindo parcerias com o governo, poderiam fomentar um ambiente propício para a tecnologia nos Estados Unidos.
Após a intensificação do debate, o CEO da OpenAI, Sam Altman, veio a público para esclarecer a posição da empresa. Em suas postagens no X, Altman destacou que a OpenAI “obviamente não quer garantias governamentais” para suas operações e afirmou que não é papel do governo intervir em decisões comerciais. Ele enfatizou a importância de um suporte na infraestrutura de chip, propondo que esta base fosse “a mais americana possível”.
Altman também manifestou otimismo com as projeções financeiras da OpenAI, prevê que a companhia deve fechar o ano com uma receita superior a US$ 20 bilhões e espera um crescimento substancial até 2030, além de buscar diversificar as fontes de renda para cumprir com os altos compromissos financeiros assumidos.







