Integrantes do Palácio do Planalto e da base aliada no Congresso Nacional perceberam um alinhamento estratégico entre os presidentes da Câmara dos Deputados, Hugo Motta (Republicanos-PB), e do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP). A avaliação é que ambos se coordenaram para encaminhar a votação do chamado PL da Dosimetria antes mesmo do recesso parlamentar.
Para assessores e aliados próximos ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), essa articulação não foi um acaso. O movimento dos dois líderes do Poder Legislativo teria ocorrido de forma coordenada, funcionando como um gesto político. A intenção seria acalmar as recentes tensões e divergências que surgiram entre o Congresso e o chefe do Executivo federal.
Entenda o PL da Dosimetria
O Projeto de Lei da Dosimetria é uma proposta legislativa que busca reduzir as penas de pessoas condenadas pelos atos de vandalismo ocorridos em 8 de janeiro. A matéria ganhou destaque por seu potencial impacto, já que pode beneficiar figuras políticas, incluindo o ex-presidente Jair Bolsonaro, caso ele venha a ser condenado em processos relacionados aos eventos daquela data.
Ações Coordenadas: Câmara e Senado
A percepção de alinhamento começou a se materializar em anúncios públicos. Hugo Motta, após uma reunião de líderes na Câmara dos Deputados realizada na terça-feira (9), confirmou que colocaria em votação o projeto. A decisão de Motta, representante da Paraíba, sinalizou um avanço rápido para a proposta dentro da Câmara.
Pouco depois do anúncio de Motta, foi a vez de Davi Alcolumbre, senador pelo Amapá e presidente do Senado. Ele declarou a jornalistas que, caso o PL da Dosimetria fosse aprovado na Câmara, ele pautaria a proposta para votação no Senado ainda em 2025. Essa sequência de declarações reforçou a ideia de um plano conjunto para dar andamento ao projeto, mesmo com prazos distintos para cada Casa Legislativa.
A agilidade em dar prosseguimento ao PL da Dosimetria é vista como uma forma de os líderes do Congresso demonstrarem capacidade de articulação e, ao mesmo tempo, enviarem um recado ao Palácio do Planalto, em meio ao cenário político de Brasília. As informações foram divulgadas inicialmente pelo Metrópoles.







