A Procuradoria-Geral da República (PGR) se posicionou a favor de que a população do Rio de Janeiro escolha o novo governador por meio de eleições diretas. A manifestação ocorreu nesta terça-feira (7), véspera do julgamento decisivo no Supremo Tribunal Federal (STF).
O comando do estado está vago desde a renúncia de Cláudio Castro, que deixou o cargo pouco antes de ser julgado pelo TSE por abuso de poder. Atualmente, quem governa o Rio de forma interina é o presidente do Tribunal de Justiça, desembargador Ricardo Couto.
Os ministros do STF vão bater o martelo nesta quarta-feira (8) sobre como será o mandato-tampão. A disputa jurídica gira em torno de dois caminhos: a eleição indireta, feita apenas pelos deputados estaduais, ou a eleição direta, onde o cidadão vai às urnas.
Dentro do Supremo, o clima é de divisão. Ministros como Alexandre de Moraes e Gilmar Mendes defendem o voto popular. Eles argumentam que a renúncia de Castro pode ter sido uma estratégia para evitar punições da Justiça Eleitoral, o que justificaria devolver a decisão ao povo.
O julgamento foi reagrupado após um pedido do ministro Cristiano Zanin, que solicitou a análise conjunta de duas ações que tratam do tema. O resultado final deve ser divulgado logo após a sessão em plenário.







