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PF solicita aumento de 38% no orçamento e dobra efetivo

Diretor da PF pede aumentos significativos no orçamento e no efetivo em audiência sobre combate ao crime organizado.

Redação ChicoSabeTudoRedação · Política
18 de novembro, 2025 · 19:05 2 min de leitura
Foto: Lula Marques/Agência Brasil
Foto: Lula Marques/Agência Brasil

O diretor-geral da Polícia Federal (PF), Andrei Rodrigues, apresentou nesta terça-feira (18) um pedido ao Parlamento para um aumento de 38% no orçamento da instituição para o próximo ano. Durante a reunião da Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) do Crime Organizado, realizada no Senado, Andrei sugeriu ainda que o efetivo da PF seja dobrado.

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Com um orçamento atual de R$ 1,8 bilhão para 2023, o diretor-geral solicitou que o valor suba para pelo menos R$ 2,5 bilhões, a fim de melhorar a capacidade de combate às facções criminosas. Andrei Rodrigues justificou:

“Precisamos de melhores condições para fazer [o combate às facções]”
.

A CPI foi instalada após a repercussão da operação em Rio de Janeiro, que resultou na morte de 121 pessoas. O relator da CPI, senador Alessandro Vieira (MDB-SE), destacou que o objetivo da comissão é diagnosticar a atuação das facções no Brasil, bem como quantificar os recursos adicionais necessários para reforçar a segurança pública.

Atualmente, a PF conta com aproximadamente 13 mil policiais, sendo 2 mil administrativos. Rodrigues enfatizou a necessidade de aumentar esse número, alegando que seria preciso ter o dobro do efetivo para atender adequadamente todas as demandas.

“Para atender com ainda mais eficiência, precisamos de no mínimo o dobro desse efetivo”
, afirmou o chefe da PF.

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Além de discutir o orçamento, Andrei Rodrigues criticou o substitutivo do projeto de lei Antifacção, que prevê a retirada de recursos de diversos fundos federais, o que, segundo ele, resultaria em um impacto negativo na operação da PF.

“Isso trará um prejuízo, uma redução de recursos para a PF, quando buscamos a ampliação do orçamento”
, acrescentou. O texto, por sua vez, pode gerar conflitos normativos, prejudicando os processos penais de integrantes de organizações criminosas.

O cenário delineado por Andrei Rodrigues e pela CPI sugere um próximo período de intensificação das discussões sobre os recursos necessários à segurança pública do país, que inclui a audição de ministros, governadores e especialistas.

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