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Política

Paula Lavigne critica Wagner Moura por vídeo sobre PL do Streaming

Produtora Paula Lavigne expressa revolta em áudio à Dira Paes contra vídeo de Wagner Moura sobre o PL do Streaming, acusando "fogo amigo" e defendendo o Ministério da Cultura.

Redação ChicoSabeTudo
12 de dezembro, 2025 · 18:02 3 min de leitura
Foto: Reprodução / Redes Sociais / Câmara dos Deputados
Foto: Reprodução / Redes Sociais / Câmara dos Deputados

A produtora Paula Lavigne, esposa do cantor Caetano Veloso, não escondeu sua frustração com o vídeo do ator baiano Wagner Moura sobre o Projeto de Lei (PL) do Streaming. Em um áudio enviado à atriz Dira Paes, e divulgado pelo Bahia Notícias, Paula expressou uma “revolta enorme”, sugerindo que a movimentação contra a proposta pode ser um “fogo amigo” nos bastidores da cultura brasileira.

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O PL do Streaming busca regulamentar as plataformas digitais de vídeo e áudio, tema que tem gerado intensos debates e preocupações no setor. Wagner Moura, indicado ao Globo de Ouro pelo filme 'O Agente Secreto', havia pedido atenção ao Presidente Lula sobre o projeto, classificando-o como “bizarro” em seu vídeo.

Revolta e defesa do MinC

No áudio, Paula Lavigne destacou o esforço incansável do Ministério da Cultura (MinC) na pauta do PL do Streaming, mesmo diante do forte lobby feito pelas grandes empresas e da dificuldade do governo em conseguir maioria no Congresso Nacional.

"Quando eu vi esse vídeo, eu senti uma revolta enorme porque eu sou testemunha de como o MinC não para de trabalhar e de como as coisas estão difíceis no Brasil, como as coisas estão difíceis no Governo", desabafou Paula.

Ela reforçou que, apesar de não ter ligação com o governo ou partidos, representa muitos artistas importantes através de uma associação e vê o empenho do governo com as “causas da indústria criativa”.

Acusações de conspiração e arrependimento

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A produtora foi além, afirmando que não consegue entender quem “pega o telefone para ligar para o Wagner Moura para orientar ele para falar contra o governo e o MinC”, especialmente num momento de insatisfação geral com o Congresso. “Quem faz a lei é o Congresso”, pontuou Lavigne.

Paula Lavigne também revelou ter se arrependido de ter trabalhado intensamente com o presidente do Senado, Rodrigo Pacheco, e com o líder do governo no Congresso, senador Randolfe Rodrigues, para marcar a sabatina de Paulo Alcoforado ao cargo de diretor da Agência Nacional do Cinema (Ancine). Ela acusou Alcoforado de se unir à deputada federal Jandira Feghali e ao cineasta Manoel Rangel em uma conspiração contra a ministra da Cultura, Margareth Menezes, alegando que “Jandira queria ser ministra”.

A visão do governo sobre o PL

A ministra Margareth Menezes já havia se pronunciado sobre o PL, afirmando que o texto, embora já aprovado na Câmara, estava longe do ideal, mas que o governo trabalhava no “possível” dentro das negociações no Congresso. O senador Randolfe Rodrigues também criticou a postura de Wagner Moura em um áudio enviado a Paula Lavigne.

"Nós tentamos o melhor texto, mas não conseguimos. Tem lobby, tem lobby de plataformas, nesse Brasil e nesse mundo. Desculpa a revolta, mas eu não sei em que mundo o pessoal está. Tem lobbies aqui. A gente conseguiu foi o melhor possível do texto", explicou Randolfe.

Para Paula, o vídeo de Wagner a tirou do sério. “A gente não consegue se unir e ver as coisas como estão na cara da gente, como estão acontecendo dentro do Congresso. Dá uma tristeza”, lamentou a produtora, destacando a falta de união diante dos desafios do setor.

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