O clima político na Bahia esquentou após o senador Otto Alencar (PSB) afirmar publicamente que seu colega de bancada, Angelo Coronel (Republicanos), sempre esteve alinhado ao bolsonarismo. A fala de Otto surge como uma reação direta ao apoio declarado de Coronel à candidatura de Flávio Bolsonaro (PL) para a Presidência.
Para o presidente da Comissão de Constituição e Justiça (CCJ), a postura do parlamentar não é uma novidade. Otto destacou que Coronel mantém essa inclinação política desde 2019, minimizando qualquer surpresa sobre a escolha do antigo aliado para as próximas eleições.
Coronel, por sua vez, justificou seu voto baseando-se na amizade pessoal que mantém com o filho de Jair Bolsonaro no Senado. Ele afirmou que não deixaria de apoiar um amigo próximo para votar em candidatos com quem não possui relação, reforçando que o voto é uma decisão individual difícil de ser influenciada.
A relação entre os dois senadores baianos, que já foi de proximidade na base governista, está rompida desde o final de 2025. O desgaste começou quando Coronel ficou fora da chapa majoritária do PT na Bahia e enfrentou acusações de uma suposta tentativa de traição contra o próprio Otto Alencar.
Atualmente filiado ao Republicanos, Angelo Coronel tem se distanciado cada vez mais do grupo político liderado por nomes como Rui Costa e Jerônimo Rodrigues. O senador defende que seu posicionamento atual não deve causar impactos drásticos no cenário nacional, tratando a escolha como uma questão de lealdade pessoal.







