Paulo Afonso · BA
Última hora
Operação prende 14 suspeitos em Salvador nesta manhãSTF retoma julgamento sobre marco temporal nesta tardeVitória empata em casa pela Copa do BrasilVagas de emprego no polo de Camaçari saltam 22%Salvador registra maior volume de chuva do mês
PI 637
Política

Nova York cogita congelar construção de data centers por energia

Legisladores de Nova York propõem moratória de 3 anos na construção de data centers, preocupados que o avanço da IA eleve a conta de luz dos moradores.

Redação ChicoSabeTudoRedação · Política
07 de fevereiro, 2026 · 22:03 2 min de leitura
Oposição a data centers cresce e une democratas e republicanos (Imagem: Make more Aerials / Shutterstock)
Oposição a data centers cresce e une democratas e republicanos (Imagem: Make more Aerials / Shutterstock)

A corrida acelerada da inteligência artificial (IA) encontrou um obstáculo inesperado bem em Nova York, nos Estados Unidos. Legisladores de lá estão pensando seriamente em congelar a construção e operação de novos centros de dados – as grandes infraestruturas que fazem a IA e a internet funcionarem – por pelo menos três anos.

Publicidade

O motivo dessa ideia, que virou um projeto de lei, é o medo de que o avanço tecnológico sobrecarregue a rede elétrica. A preocupação principal? Ver a conta de luz dos moradores ficar mais cara por conta do consumo gigantesco de energia desses locais.

Preocupação com a conta de luz une diferentes partidos

A iniciativa vem das parlamentares democratas Liz Krueger e Anna Kelles, que propuseram uma moratória de, no mínimo, três anos na emissão de licenças para esses empreendimentos. Elas temem que a infraestrutura que mantém “chatbots” e outros sistemas de IA ativos possa desestabilizar o sistema elétrico, repassando o custo para os consumidores.

Essa preocupação, aliás, tem unido políticos de diferentes lados. O senador progressista Bernie Sanders, por exemplo, defende uma paralisação parecida em nível nacional. Já o governador conservador da Flórida, Ron DeSantis, criticou o crescimento descontrolado, afirmando que os cidadãos não deveriam pagar contas de energia mais altas para sustentar a expansão tecnológica.

Ambientalistas e a governadora de olho

Publicidade

Não são só os políticos que estão atentos. Mais de 230 grupos de defesa do meio ambiente, incluindo o conhecido Greenpeace, se juntaram e enviaram uma carta aberta ao Congresso pedindo a suspensão dessas obras.

A senadora Liz Krueger não hesitou em expressar sua preocupação:

“O estado está completamente despreparado para a chegada desses centros gigantescos. É hora de apertar o botão de pausa para evitar uma bolha que, ao estourar, deixará a conta para o consumidor.”

Até a governadora de Nova York, Kathy Hochul, já está agindo. Ela anunciou o programa Energize NY Development, que busca modernizar a conexão de grandes usuários de energia à rede. Mas há uma condição clara: exigir que as empresas de tecnologia “paguem sua parte justa” pelos gastos com toda essa infraestrutura.

O debate agora gira em torno de como Nova York pode continuar sendo um polo de tecnologia sem que o avanço custe caro demais para o bolso dos moradores ou ameace a estabilidade de todo o sistema elétrico. É um desafio para equilibrar o progresso com o bem-estar da população.

Leia também