O ministro da Saúde, Alexandre Padilha, abordou o cenário político nacional nesta segunda-feira (30), durante a inauguração da primeira etapa do ambulatório do Hospital da Mulher, em Salvador. Em declarações feitas ao lado do governador da Bahia, Jerônimo Rodrigues, e do ministro da Casa Civil, Rui Costa, Padilha afirmou não ter preocupações em relação ao desempenho do senador e pré-candidato à presidência Flávio Bolsonaro (PL) nas pesquisas eleitorais, declarando estar tranquilo quanto à movimentação política do adversário.
Para o ministro, o eleitorado será influenciado pelos indicadores econômicos e sociais alcançados ao longo dos últimos quatro anos de gestão do presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Como exemplos de resultados que devem pautar o debate público e embasar o reconhecimento da atual administração federal, ele mencionou a diminuição da inflação, a elevação da massa salarial dos trabalhadores e a queda nos índices de desemprego no país.
Durante a entrevista coletiva, Padilha dirigiu críticas diretas ao grupo político do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), que atualmente cumpre prisão domiciliar por tentativa de golpe. O foco das declarações foi a recente participação de Flávio Bolsonaro em um evento de viés conservador nos Estados Unidos. Na ocasião, o senador sugeriu que o Brasil poderia atuar para reduzir a dependência norte-americana no fornecimento de minerais críticos e terras raras.
Em resposta a esse episódio, o ministro classificou o parlamentar como representante de uma família ligada a milícias e afirmou que a proposta o coloca não como um candidato à presidência, mas como alguém disposto a ceder os recursos brasileiros a outras nações. Segundo Padilha, o uso do idioma inglês no discurso nos Estados Unidos ocorreu sob a premissa de que a fala não repercutiria no Brasil, mas enfatizou que a mensagem sobre o repasse das terras raras aos norte-americanos foi traduzida e compreendida internamente.
Além das questões políticas, a agenda na capital baiana serviu para a apresentação de ações na área da saúde pública. Padilha destacou a retomada das aquisições de ambulâncias para o Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (SAMU), apontando que o governo federal havia passado um período de seis anos sem realizar compras para renovar a frota.
Sobre o seu futuro no governo, o ministro confirmou que pretende continuar no comando da pasta da Saúde até o final do ano e descartou a possibilidade de concorrer à reeleição para o cargo de deputado federal. Contudo, ele assegurou que manterá sua atuação política ativa nos bastidores. De acordo com Padilha, seu foco será trabalhar para evitar o retorno ao poder do grupo que, segundo suas palavras, carrega a responsabilidade pelas mais de 700 mil mortes registradas no Brasil durante a pandemia de COVID-19.
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