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Política

MPF recebe contraposição sobre pedido de Erika Hilton para banir Grok

Um advogado contestou o pedido da deputada Erika Hilton ao MPF para banir o Grok, alegando desproporcionalidade na medida contra a inteligência artificial.

Redação ChicoSabeTudoRedação · Política
07 de janeiro, 2026 · 11:48 2 min de leitura
Foto: Zeca Ribeiro/Câmara dos Deputados
Foto: Zeca Ribeiro/Câmara dos Deputados

Debate no MPF: pedido para banir Grok gera contraposição

O Ministério Público Federal (MPF) se tornou palco de um debate acalorado sobre o futuro da inteligência artificial Grok, da plataforma X. Uma contraposição foi protocolada recentemente, desafiando o pedido da deputada federal Erika Hilton (PSOL) para que a ferramenta seja banida imediatamente.

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A deputada havia manifestado preocupação com a suposta capacidade do Grok de facilitar a criação de 'deepfakes' pornográficas, especialmente as que envolvem crianças e adolescentes. Para Erika Hilton, as falhas na moderação da plataforma seriam tão graves que justificariam a suspensão completa da inteligência artificial.

Entretanto, o advogado Ricardo Ribeiro Feltrin, que se apresenta como um "cidadão potencialmente prejudicado" pela medida, decidiu contestar essa solicitação. Em seu documento, ele argumenta que o pedido da parlamentar "excede o necessário" e desrespeita o que chamamos de princípio da proporcionalidade. Basicamente, ele defende que a solução proposta é muito mais radical do que o problema apresentado, e que um banimento integral seria uma medida extrema.

Feltrin não minimiza a seriedade da denúncia sobre as falhas de moderação. Pelo contrário, ele concorda que a questão é grave e "merece atenção séria". No entanto, o advogado enfatiza que é preciso fazer uma distinção clara: reconhecer que existem problemas técnicos não significa que a única saída seja banir a ferramenta por completo.

"Entre a constatação de um problema técnico e a imposição de uma solução que desabilita a ferramenta para milhões de usuários legítimos existe uma lacuna de proporcionalidade que a jurisprudência democrática contemporânea não tolera", escreveu Feltrin na contraposição.
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Ele ressalta que um banimento instantâneo do Grok afetaria uma vasta quantidade de usuários que utilizam a inteligência artificial de forma legítima, sem qualquer intenção maliciosa. Além disso, o advogado aponta que democracias consolidadas, ao redor do mundo, geralmente não adotam banimentos imediatos em situações relacionadas a falhas de moderação. Feltrin defende que, em vez de uma proibição total, sejam buscadas medidas que sejam verdadeiramente proporcionais ao tamanho e à natureza do problema apontado.

As informações sobre essa contraposição foram divulgadas originalmente pelo portal Metrópoles.

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