Paulo Afonso · BA
Última hora
Operação prende 14 suspeitos em Salvador nesta manhãSTF retoma julgamento sobre marco temporal nesta tardeVitória empata em casa pela Copa do BrasilVagas de emprego no polo de Camaçari saltam 22%Salvador registra maior volume de chuva do mês
PI 637
Política

MPF investiga suposta empresa de fachada e fraude em licitações na gestão de Miguel Neto

Inquérito civil apura contratos suspeitos para compra de alimentos e materiais de limpeza em Riachão das Neves

Redação ChicoSabeTudoRedação · Política
30 de março, 2026 · 13:46 1 min de leitura

O Ministério Público Federal (MPF) abriu um inquérito civil para investigar suspeitas de corrupção e fraude em licitações na cidade de Riachão das Neves, no oeste baiano. O alvo da apuração é a gestão do ex-prefeito Miguel Crisóstomo Borges Neto, que esteve à frente do município entre 2017 e 2024.

Publicidade

A investigação foca em dois pregões presenciais realizados em 2019 e 2021. Segundo o procurador Robert Rigobert Lucht, existem indícios de que os contratos foram firmados com uma empresa de fachada, criada por pessoas ligadas ao ex-gestor para desviar recursos públicos.

Os contratos suspeitos serviam para o fornecimento de materiais de limpeza, higiene e gêneros alimentícios para a prefeitura. O MPF acredita que a empresa foi usada apenas para mascarar quem realmente lucrava com as vendas, prejudicando os cofres da cidade.

A decisão de aprofundar a investigação veio após o compartilhamento de informações de um inquérito policial que já tramita na Justiça Federal. Agora, o Ministério Público quer detalhes sobre como esses pagamentos foram autorizados e quem são os verdadeiros donos da empresa.

Publicidade

Como parte das primeiras medidas, o MPF deu um prazo de 30 dias para que a Prefeitura de Riachão das Neves e o Tribunal de Contas dos Municípios (TCM-BA) enviem cópias completas dos processos administrativos e dos comprovantes de pagamento.

Caso as irregularidades sejam confirmadas ao final do inquérito, os envolvidos poderão responder judicialmente por improbidade administrativa e outros crimes contra a administração pública.

Leia também