O Ministério Público Federal (MPF) decidiu intervir oficialmente no conflito de terra que deixou uma turista baleada no extremo sul da Bahia. O órgão instaurou um procedimento administrativo nesta sexta-feira (27) para fiscalizar como as autoridades estão lidando com a violência na Terra Indígena Comexatibá, em Prado.
O foco principal da ação é a região da Barra do Cahy, onde o povo Pataxó vive em constante tensão com pessoas não indígenas. O MPF quer garantir que os órgãos públicos cumpram seu papel para evitar novos ataques e proteger tanto os moradores quanto quem visita a área.
A área em disputa já foi reconhecida oficialmente pelo Ministério da Justiça em novembro de 2025. Mesmo com a portaria que declara o território como posse permanente dos indígenas, a retirada de ocupantes não indígenas ainda gera atritos graves e violência armada.
A decisão de acompanhar o caso de perto surgiu após reuniões de emergência realizadas neste mês. A subprocuradora-geral da República, Eliana Peres Torelly de Carvalho, destacou que é necessário um monitoramento sistemático para garantir a segurança jurídica e física na região.
Com a abertura desse procedimento, o MPF passa a atuar como um fiscal das políticas governamentais no território. O objetivo é cobrar agilidade na desintrusão de terceiros e colocar fim ao cenário de guerra que assusta a comunidade local e os turistas.







