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MPF entra no caso de turista baleada e monitora conflito em terra indígena no Sul da Bahia

Órgão federal instaurou procedimento para acompanhar a situação na Terra Indígena Comexatibá, após ataques na região de Prado.

Redação ChicoSabeTudoRedação · Política
27 de março, 2026 · 11:42 1 min de leitura

O Ministério Público Federal (MPF) decidiu intervir oficialmente no conflito de terra que deixou uma turista baleada no extremo sul da Bahia. O órgão instaurou um procedimento administrativo nesta sexta-feira (27) para fiscalizar como as autoridades estão lidando com a violência na Terra Indígena Comexatibá, em Prado.

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O foco principal da ação é a região da Barra do Cahy, onde o povo Pataxó vive em constante tensão com pessoas não indígenas. O MPF quer garantir que os órgãos públicos cumpram seu papel para evitar novos ataques e proteger tanto os moradores quanto quem visita a área.

A área em disputa já foi reconhecida oficialmente pelo Ministério da Justiça em novembro de 2025. Mesmo com a portaria que declara o território como posse permanente dos indígenas, a retirada de ocupantes não indígenas ainda gera atritos graves e violência armada.

A decisão de acompanhar o caso de perto surgiu após reuniões de emergência realizadas neste mês. A subprocuradora-geral da República, Eliana Peres Torelly de Carvalho, destacou que é necessário um monitoramento sistemático para garantir a segurança jurídica e física na região.

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Com a abertura desse procedimento, o MPF passa a atuar como um fiscal das políticas governamentais no território. O objetivo é cobrar agilidade na desintrusão de terceiros e colocar fim ao cenário de guerra que assusta a comunidade local e os turistas.

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