O Ministério Público Federal (MPF) abriu uma apuração preliminar sobre suspeitas de enriquecimento ilícito que envolvem o presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta, e servidores do seu gabinete no Distrito Federal.
Como começou
A investigação teve início a partir de uma representação do ex-deputado e ex-procurador da República Deltan Dallagnol, que anexou reportagens do site Metrópoles. Reportagens da Folha de S. Paulo também foram consideradas pelo MPF.
Entre os pontos levantados estão alegações de que uma chefe de departamento do gabinete, Ivanadja Velloso, teria procurações para movimentar contas de vários funcionários, além de matérias que apontaram três servidoras tratadas como possíveis “funcionárias‑fantasma”.
O que o órgão consultou
Em outubro, a Procuradoria da República no Distrito Federal consultou o Tribunal de Contas da União para saber se havia procedimento interno sobre o caso. O TCU respondeu que, naquele momento, não havia processo tratando especificamente de dano ao erário envolvendo Hugo Motta, embora outra representação sobre o tema estivesse em tramitação.
O que pode acontecer agora? A apuração, por ora, consistiu em levantar provas e documentos — uma triagem inicial para entender se há indícios suficientes. Se surgirem elementos mais robustos, o procedimento pode ser convertido em inquérito civil para apurar eventual improbidade administrativa.
A assessoria do deputado foi procurada e não apresentou manifestação. A reportagem também não localizou Ivanadja Velloso. O caso segue em apuração pelo MPF, que continua reunindo informações para decidir os próximos passos.







