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Política

Morte de Alan Sanches faz política baiana pausar e reflete sobre vida

A súbita morte do deputado estadual Alan Sanches paralisa a política baiana e provoca uma reflexão sobre a efemeridade da vida, unindo adversários em luto.

Redação ChicoSabeTudoRedação · Política
19 de janeiro, 2026 · 10:34 2 min de leitura
Foto: Nilson Tellys/ Bahia Notícias
Foto: Nilson Tellys/ Bahia Notícias

A política na Bahia, um palco sempre em efervescência, foi pega de surpresa e obrigada a desacelerar no último final de semana. A triste notícia da morte do deputado estadual Alan Sanches chocou a todos, lembrando que a vida tem seus próprios ritmos, muitas vezes bem diferentes dos ambiciosos planos políticos.

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Alan, que já foi vereador em Salvador, estava se preparando para disputar uma vaga como deputado federal nas eleições de outubro. Ele havia ensaiado essa candidatura em pleitos anteriores, mostrando sua persistência e desejo de alçar voos maiores. No entanto, a vida decidiu de outra forma, e sua partida precoce deixou aliados e adversários perplexos e assustados.

Conhecido por seu 'fino trato', Alan Sanches, do partido União Brasil, era uma figura respeitada na Assembleia Legislativa da Bahia (AL-BA). Mesmo atuando há anos na oposição, e tendo sido líder desse grupo recentemente, ele sempre manteve um posicionamento firme, mas nunca usou uma linguagem agressiva ou ostensiva em suas críticas. Talvez por essa postura conciliadora, a comoção pela sua morte tenha ultrapassado as barreiras partidárias e emocionado pessoas de todas as correntes políticas.

Foi emocionante ver o governador Jerônimo Rodrigues e o ex-prefeito de Salvador, ACM Neto, que seriam potenciais adversários em futuras eleições, juntos prestando homenagens. As mensagens de carinho se estenderam não apenas a Alan, mas também ao seu filho, o vereador Duda Sanches, e aos outros membros da família que vivem longe dos holofotes da vida pública. Em um gesto de solidariedade, Jerônimo Rodrigues cancelou sua agenda de domingo e passou boa parte da manhã no velório, na Assembleia, prestando apoio à família.

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A última aparição pública de Alan antes de sua morte foi na tradicional Lavagem do Bonfim, na quinta-feira anterior. Ali, ao lado de outros políticos, ele cumpriu o ritual de mostrar sua força e popularidade junto aos seus apoiadores. Estava pronto para mais uma jornada eleitoral, para 'alçar esse voo', como muitos dizem. Mas a vida, de forma inesperada, o 'solapou', interrompendo seus planos.

No velório, foi visível como as adversidades da vida conseguem unir quem normalmente vive em lados opostos nas urnas. Muitos colegas de Alan, visivelmente abalados, estavam presentes, compartilhando a dor da família. ACM Neto e o prefeito Bruno Reis, duas das maiores lideranças da oposição, acompanharam todo o velório e o sepultamento, oferecendo apoio não só nas redes sociais, mas também pessoalmente. O jovem Duda Sanches, agora herdeiro do legado político do pai, agradeceu 'de coração' o apoio recebido, enquanto tenta lidar com o luto e planejar seu próprio futuro na política.

A morte de Alan Sanches se tornou um lembrete forte e visível de que a política, com todos os seus planos e estratégias, não tem controle sobre os rumos da vida. Não importa o quanto se planeje o futuro, o controle absoluto é uma ilusão. Nessas horas, a política é obrigada a parar, refletir e, por um breve momento, mostrar o lado humano que, felizmente, ainda prevalece.

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