Um jornalista do Maranhão virou alvo de uma operação de busca e apreensão da Polícia Federal a mando do ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF). O motivo foi uma série de reportagens que ele publicou sobre o também ministro do STF, Flávio Dino.
A investigação do jornalista Luis Pablo Conceição Almeida apontava um suposto uso irregular de um carro oficial do Tribunal de Justiça do Maranhão (TJ-MA). Segundo as matérias, o veículo estaria sendo usado pela família de Dino para atividades particulares em São Luís.
Na decisão, Moraes afirma que há indícios do crime de perseguição, conhecido como stalking. O ministro do STF considerou que as publicações na internet e redes sociais foram um atentado contra um membro da Corte.
A operação aconteceu na última terça-feira (10), quando os agentes federais apreenderam celulares e um notebook na residência do jornalista. O material será periciado como parte da investigação.
Moraes também levantou a suspeita de que o jornalista possa ter usado algum 'mecanismo estatal' para identificar e seguir os carros, o que, segundo ele, poderia expor a segurança de autoridades.
Em nota, o jornalista Luis Pablo defendeu seu trabalho. Ele afirmou que as reportagens foram produzidas dentro da atividade jornalística e que confia que o processo irá confirmar que sua atuação está protegida pela liberdade de imprensa.
Até o momento, nem o gabinete de Flávio Dino nem o Tribunal de Justiça do Maranhão se manifestaram sobre o assunto.







