Paulo Afonso · BA
Última hora
Operação prende 14 suspeitos em Salvador nesta manhãSTF retoma julgamento sobre marco temporal nesta tardeVitória empata em casa pela Copa do BrasilVagas de emprego no polo de Camaçari saltam 22%Salvador registra maior volume de chuva do mês
PI 637
Política

Ministro do TCU avalia pedir medida para preservar Banco Master

O ministro Jhonatan de Jesus, do TCU, avalia pedir uma medida cautelar para proteger os bens do Banco Master durante sua liquidação, após identificar falta de provas na documentação do Banco Central.

Redação ChicoSabeTudoRedação · Política
05 de janeiro, 2026 · 17:45 2 min de leitura
Foto: Agência Brasil
Foto: Agência Brasil

O ministro Jhonatan de Jesus, do Tribunal de Contas da União (TCU), está de olho na liquidação extrajudicial do Banco Master e pode solicitar uma medida de segurança ao Banco Central (BC). O objetivo principal é proteger o valor dos bens do banco enquanto o processo de fechamento acontece. A informação foi revelada pela coluna de Tácio Lorran, do portal Metrópoles.

Publicidade

A preocupação do ministro surgiu após o Banco Central enviar os documentos sobre a liquidação do Banco Master, que teve início em 18 de novembro de 2025. Segundo Jhonatan de Jesus, a documentação não veio acompanhada de provas concretas, o que levou à decisão, tomada nesta segunda-feira (5), de inspecionar os registros do BC que justificaram a liquidação da instituição financeira do empresário Daniel Vorcaro.

Uma eventual medida preventiva, se for solicitada, teria o papel de evitar que o patrimônio do Banco Master seja vendido, dado como garantia, transferido ou desfeito de outras formas que dificultem a reversão. O ministro explicou que os regimes de liquidação envolvem atos que são difíceis de desfazer, e que a concretização dessas ações poderia diminuir a validade de uma decisão final do Tribunal, caso sejam descobertas falhas no processo ou na análise de outras saídas.

Para Jhonatan de Jesus, a situação serve como um “alerta”. Ele reforçou que não descarta a possibilidade de uma ação de urgência para garantir que os bens do banco sejam mantidos, sempre que for baseada em fatos objetivos e considerar os riscos de demora. O foco é assegurar a proteção do patrimônio do banco em liquidação e a eficácia do controle feito pelo TCU.

“Isso, contudo, não elide o caráter de alerta: diante do risco de prática de atos potencialmente irreversíveis, não se descarta que venha a ser apreciada, em momento oportuno, providência cautelar dirigida ao Banco Central do Brasil, de natureza assecuratória e com contornos estritamente finalísticos e proporcionais, voltada à preservação do valor da massa liquidanda e da utilidade do controle externo, desde que amparada em elementos objetivos, com motivação expressa e ponderação específica quanto ao perigo na demora reverso”, escreveu Jhonatan de Jesus.
Publicidade

A inspeção e a possível medida preventiva do TCU visam garantir a transparência e a correta condução de todo o processo de liquidação, assegurando que o patrimônio da instituição financeira seja preservado para o benefício de todas as partes envolvidas.

Leia também