O governo federal anunciou nesta quarta-feira (15) um reforço de R$ 20 bilhões para o programa Minha Casa, Minha Vida. O dinheiro vem do Fundo Social e faz com que o orçamento total para habitação chegue à marca de R$ 200 bilhões em 2026, facilitando o sonho da casa própria para milhares de brasileiros.
A principal mudança para quem pretende comprar um imóvel é o aumento nos valores máximos. Agora, as casas ou apartamentos da Faixa 3 podem custar até R$ 400 mil. Já para a modalidade voltada à Classe Média, o teto subiu para R$ 600 mil, atendendo famílias com renda de até R$ 13 mil mensais.
As faixas de renda também foram atualizadas para incluir mais trabalhadores. A Faixa 1 agora engloba quem ganha até R$ 3.200, com os juros mais baixos do mercado. Já a Faixa 2 atende rendas de até R$ 5.000, enquanto a Faixa 3 chega a quem recebe até R$ 9.600 por mês.
Para quem já tem casa, mas precisa de melhorias, o programa Reforma Casa Brasil também traz novidades. O valor máximo do empréstimo para obras subiu de R$ 30 mil para R$ 50 mil. Além disso, o prazo para pagar a reforma foi estendido de 60 para 72 meses.
Os juros para reforma tiveram uma queda significativa. Independentemente da faixa de renda (dentro do limite de R$ 13 mil), a taxa caiu para 0,99% ao mês. Antes, alguns trabalhadores chegavam a pagar quase 2% de juros mensais para financiar materiais de construção e mão de obra.
Durante o anúncio em Brasília, o presidente Lula destacou que garantir moradia é uma obrigação do Estado e um direito humano. Segundo o Ministério das Cidades, o setor da construção civil vive um bom momento, com mais de três milhões de pessoas trabalhando com carteira assinada no país.







