Paulo Afonso · BA
Última hora
Operação prende 14 suspeitos em Salvador nesta manhãSTF retoma julgamento sobre marco temporal nesta tardeVitória empata em casa pela Copa do BrasilVagas de emprego no polo de Camaçari saltam 22%Salvador registra maior volume de chuva do mês
PI 637
Política

Mesmo com disputa interna, PSD da Bahia segue com Lula e fortalece base de Jerônimo Rodrigues

Redação ChicoSabeTudoRedação · Política
18 de janeiro, 2026 · 13:00 1 min de leitura
Imagem/Reprodução: Agência Senado / Secom
Imagem/Reprodução: Agência Senado / Secom

O avanço das articulações nacionais dentro do PSD começa a revelar fissuras regionais que podem limitar a construção de uma candidatura própria ao Palácio do Planalto. Embora o governador do Paraná, Ratinho Júnior, tenha sinalizado disposição para entrar na disputa presidencial, o projeto encontra resistência em estados onde o partido já possui compromissos consolidados com outros campos políticos.

Publicidade


Na Bahia, esse cenário é explícito. A direção estadual da legenda decidiu manter o alinhamento com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva e seguir integrada à base do governador Jerônimo Rodrigues. A escolha reafirma uma estratégia local que privilegia a continuidade das alianças e a estabilidade política, mesmo diante das movimentações nacionais da sigla.


Publicidade

O senador Otto Alencar, principal liderança do PSD baiano, deixou claro que não há espaço para revisão desse acordo. Segundo ele, o apoio ao presidente é histórico e não seria desfeito apenas pela eventual entrada de um correligionário na corrida presidencial. A posição reforça a autonomia dos diretórios estaduais e evidencia os limites da condução centralizada das decisões eleitorais.


A permanência do PSD no campo governista ocorre mesmo em meio às negociações para a formação de uma chapa majoritária ao Senado composta por nomes do PT, o que tende a excluir um parlamentar da própria sigla. Ainda assim, a avaliação interna é de que o rearranjo não compromete a aliança nem provoca rupturas relevantes.


Nos bastidores, dirigentes reconhecem que situações semelhantes se repetem em outros estados estratégicos, especialmente no Nordeste e no Sudeste, onde acordos locais já estão firmados. Nesse contexto, a disposição de Ratinho Júnior em assumir um protagonismo nacional surge mais como um gesto político do que como uma candidatura plenamente viável, ao menos neste momento.

Leia também