Boas notícias para a economia brasileira! O mercado financeiro está mais otimista e elevou sua previsão para o crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) do país em 2025. A estimativa subiu de 2,16% para 2,25%, segundo o Boletim Focus, uma pesquisa semanal que o Banco Central (BC) divulga com as expectativas das grandes instituições financeiras sobre os principais indicadores econômicos.
Essa perspectiva positiva se estende também para os anos seguintes. Para 2026, a projeção do PIB, que é a soma de todos os bens e serviços produzidos no Brasil, passou de 1,78% para 1,8%. Já para 2027 e 2028, o mercado espera uma expansão de 1,84% e 2%, respectivamente, mostrando um otimismo gradual e constante.
Inflação em Queda e o Impacto no Dia a Dia
Além do crescimento econômico, outro ponto positivo vem da inflação. As previsões para o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), considerado a inflação oficial do país, também registraram queda. Para este ano, a estimativa do IPCA baixou de 4,43% para 4,4%.
Essa é a quarta semana seguida em que a previsão de inflação é reduzida, um reflexo direto da divulgação do IPCA de outubro, que foi o menor para o mês em quase 30 anos. Essa baixa de preços fez a estimativa se aproximar da meta de inflação que o Banco Central busca alcançar. A meta, definida pelo Conselho Monetário Nacional (CMN), é de 3%, com um limite de tolerância de 1,5 ponto percentual para cima ou para baixo, ou seja, entre 1,5% e 4,5%.
A principal responsável por essa desaceleração da inflação em outubro foi a redução na conta de luz. O IPCA do mês fechou em 0,09%, um número que não se via em outubro desde 1998, conforme dados do Instituto Brasileiro de Geografia Estatística (IBGE). Em setembro, o índice havia sido de 0,48%, e em outubro do ano anterior, 0,56%.
Com esse resultado, a inflação acumulada nos últimos 12 meses ficou em 4,68%. É a primeira vez em oito meses que o índice fica abaixo da marca de 5%, embora ainda um pouco acima do teto da meta estabelecida pelo CMN. O IBGE deve divulgar o IPCA de novembro na próxima quarta-feira (10).
Taxa Selic e os Juros no Brasil
Para controlar a inflação e tentar atingir a meta, o Banco Central utiliza como principal ferramenta a taxa básica de juros, a famosa Selic. Atualmente, a Selic está em 15% ao ano, definida pelo Comitê de Política Monetária (Copom) do BC. Nos últimos meses, o recuo da inflação e a desaceleração da economia levaram o Copom a manter a Selic no mesmo patamar pela terceira vez seguida, na reunião do início do mês passado.
No entanto, o BC informou que o cenário externo continua incerto, principalmente por conta da situação econômica e da política dos Estados Unidos, que acabam influenciando as condições financeiras em todo o mundo. Aqui no Brasil, a autoridade monetária destacou que, apesar da atividade econômica estar mais lenta, a inflação ainda está acima da meta, o que indica que os juros devem permanecer altos por um bom tempo. O Copom, inclusive, não descarta a possibilidade de subir os juros novamente “caso julgue apropriado”.
O mercado financeiro já faz suas apostas para o futuro da Selic. A expectativa dos analistas é que a taxa básica de juros termine 2025 ainda em 15% ao ano. Para o fim de 2026, a previsão é que caia para 12,25% ao ano. Em 2027 e 2028, a expectativa é de novas reduções, chegando a 10,5% e 9,5% ao ano, respectivamente.
- Quando a Selic aumenta: O objetivo é frear a demanda de consumo. Juros mais altos encarecem o crédito para empresas e pessoas, desestimulam o consumo e incentivam a poupança. Isso ajuda a controlar os preços, mas pode dificultar o crescimento da economia.
- Quando a Selic diminui: A tendência é que o crédito fique mais barato, estimulando a produção e o consumo. Isso impulsiona a atividade econômica, mas exige um cuidado maior para não gerar um aumento descontrolado da inflação.
Por fim, a projeção para a cotação do dólar está em R$ 5,40 para o final deste ano, com uma estimativa de R$ 5,50 para o fim de 2026.







