No cenário das eleições do Esporte Clube Vitória, a discussão sobre a transformação do clube em Sociedade Anônima do Futebol (SAF) ganha força. Marcone Amaral, representando um grupo que defende essa mudança, expressou preocupações sobre a resistência interna ao tema durante uma entrevista ao canal Zona Mista, no YouTube.
Amaral ressaltou que o Movimento Vitória SAF começou sem cunho político, mas a pressão dos torcedores motivou sua candidatura. Ele afirmou que a resistência à SAF dentro do clube é evidente e mencionou que o atual presidente, Fábio Mota, não participou de discussões sobre o assunto. “Logicamente que não era político, até porque nós acabamos aceitando pela pressão da própria torcida”, disse.
Segundo Amaral, a falta de interesse do clube em trazer investimentos por meio de SAF é uma preocupação crescente. “Nós temos hoje convicção que essas negativas que foram dadas trazem com que a gente entenda que o Vitória não quer, não tem interesse em trazer um investidor”, destacou. Ele enfatizou a importância de avançar com o processo de transformação, citando que é necessário agir rapidamente para que o clube se torne competitivo no próximo ano.
O movimento da SAF é descrito por Amaral como uma abordagem planejada, com um portfólio internacional já estudado. Ele criticou a inação do clube, afirmando que a participação do grupo foi apenas para acalmar as inquietações da torcida, sem um objetivo claro. “Não, nós não queremos simplesmente fazer parte do Vitória se o objetivo não é concreto”, completou.
As eleições do Vitória se aproximam, e a discussão sobre a possibilidade de um investidor e a transformação em SAF promete ser um tema central entre os candidatos. A continuidade desse debate poderá moldar o futuro do clube e sua competitividade nos próximos anos.







