O presidente do Sindicato dos Servidores do Poder Judiciário (Sinpojud), Manuel Suzart, se manifestou na quarta-feira (17) sobre a crise que abala a entidade na Bahia. Em meio a acusações de irregularidades financeiras e uma verdadeira guerra de narrativas, Suzart descreveu a situação como uma “fratura profunda” que vai muito além de uma simples briga por poder, atingindo em cheio a credibilidade da representação sindical.
Para Suzart, o que se vê é uma disputa intensa para ver quem consegue emplacar sua versão dos fatos como a verdade absoluta. No entanto, ele apontou uma falha grave: a falta de provas concretas. “A acusação central, de desvio de recursos, ainda paira no ar sem a apresentação plena e irrefutável das provas por qualquer das partes à categoria”, afirmou. Segundo o presidente, a própria nota da presidência fala em documentos e auditoria, mas estes não foram divulgados aos servidores.
Ele também questionou a legalidade de um suposto afastamento, alegado por parte da diretoria. Suzart destacou que não recebeu qualquer documento formal – seja relatório técnico, processo administrativo, notificação ou deliberação válida – que sustente essa medida. Uma assembleia realizada em 13 de dezembro, que teria sido conduzida por um único diretor para anunciar o afastamento, careceria de fundamentação e respeito ao devido processo legal, na visão de Suzart.
A principal preocupação de Manuel Suzart é com o momento em que essas revelações vieram à tona. “Se houve de fato a identificação de ‘rombos financeiros relevantes’, como afirma a nota, a pergunta que a categoria deve fazer é: quando isso foi descoberto, e por que só agora, em meio a uma luta interna pelo controle da entidade, o assunto veio à tona?”, questionou ele. Para o presidente, a transparência, quando usada de forma seletiva como arma em conflitos de poder, perde sua essência e se transforma em um instrumento de briga.
Publicidade“A transparência, quando seletiva e usada como arma em conflitos de poder, perde sua essência e vira instrumento de guerra”, disse Manuel Suzart.
Suzart esclareceu que um conteúdo veiculado no site da entidade, que ele considera inverídico e difamatório, teria sido produzido pelo próprio Diretor de Comunicação do sindicato. Ele afirmou que esses ataques surgiram logo após a presidência ter informado a categoria sobre irregularidades encontradas nas finanças e convênios da entidade, cumprindo o dever de transparência institucional.
O presidente reforçou que todas as informações sobre os desvios financeiros que ele apresentou são baseadas em documentos e seguem os princípios da legalidade e da responsabilidade. Ele argumentou que a divulgação de informações falsas ou distorcidas, além de atacar pessoas, fragiliza o sindicato e descredibiliza a luta sindical, principalmente quando quem as propaga não apresenta provas.
Para Suzart, o dado que está sendo deixado de lado na discussão é que, após a identificação de “rombos financeiros relevantes” e a instauração de uma auditoria externa pelo Conselho Fiscal, a presidência, a Diretoria de Assuntos Jurídicos (sob Anderson Nery) e o próprio Conselho Fiscal passaram a ser alvo de ataques pessoais e institucionais. Ele vê isso como uma tentativa clara de desviar o foco da questão principal: o dinheiro da entidade e sua apuração correta.
Apesar das ameaças, Manuel Suzart garantiu que a presidência, a Diretoria de Assuntos Jurídicos e o Conselho Fiscal do Sinpojud continuarão firmes na defesa da verdade e da institucionalidade, tomando todas as medidas necessárias para proteger a entidade e garantir que os fatos sejam totalmente esclarecidos.







