Paulo Afonso · BA
Última hora
Operação prende 14 suspeitos em Salvador nesta manhãSTF retoma julgamento sobre marco temporal nesta tardeVitória empata em casa pela Copa do BrasilVagas de emprego no polo de Camaçari saltam 22%Salvador registra maior volume de chuva do mês
PI 637
Política

Manuel Suzart questiona 'licença' do Sinpojud e aponta 'fratura profunda'

Manuel Suzart, presidente do Sinpojud na Bahia, descreve crise sindical como “fratura profunda”, questiona 'licença' e aponta falta de provas em acusações.

Redação ChicoSabeTudoRedação · Política
18 de dezembro, 2025 · 12:06 3 min de leitura
Foto: Reprodução / Redes Sociais
Foto: Reprodução / Redes Sociais

O presidente do Sindicato dos Servidores do Poder Judiciário (Sinpojud), Manuel Suzart, se manifestou na quarta-feira (17) sobre a crise que abala a entidade na Bahia. Em meio a acusações de irregularidades financeiras e uma verdadeira guerra de narrativas, Suzart descreveu a situação como uma “fratura profunda” que vai muito além de uma simples briga por poder, atingindo em cheio a credibilidade da representação sindical.

Publicidade

Para Suzart, o que se vê é uma disputa intensa para ver quem consegue emplacar sua versão dos fatos como a verdade absoluta. No entanto, ele apontou uma falha grave: a falta de provas concretas. “A acusação central, de desvio de recursos, ainda paira no ar sem a apresentação plena e irrefutável das provas por qualquer das partes à categoria”, afirmou. Segundo o presidente, a própria nota da presidência fala em documentos e auditoria, mas estes não foram divulgados aos servidores.

Ele também questionou a legalidade de um suposto afastamento, alegado por parte da diretoria. Suzart destacou que não recebeu qualquer documento formal – seja relatório técnico, processo administrativo, notificação ou deliberação válida – que sustente essa medida. Uma assembleia realizada em 13 de dezembro, que teria sido conduzida por um único diretor para anunciar o afastamento, careceria de fundamentação e respeito ao devido processo legal, na visão de Suzart.

A principal preocupação de Manuel Suzart é com o momento em que essas revelações vieram à tona. “Se houve de fato a identificação de ‘rombos financeiros relevantes’, como afirma a nota, a pergunta que a categoria deve fazer é: quando isso foi descoberto, e por que só agora, em meio a uma luta interna pelo controle da entidade, o assunto veio à tona?”, questionou ele. Para o presidente, a transparência, quando usada de forma seletiva como arma em conflitos de poder, perde sua essência e se transforma em um instrumento de briga.

Publicidade

“A transparência, quando seletiva e usada como arma em conflitos de poder, perde sua essência e vira instrumento de guerra”, disse Manuel Suzart.

Suzart esclareceu que um conteúdo veiculado no site da entidade, que ele considera inverídico e difamatório, teria sido produzido pelo próprio Diretor de Comunicação do sindicato. Ele afirmou que esses ataques surgiram logo após a presidência ter informado a categoria sobre irregularidades encontradas nas finanças e convênios da entidade, cumprindo o dever de transparência institucional.

O presidente reforçou que todas as informações sobre os desvios financeiros que ele apresentou são baseadas em documentos e seguem os princípios da legalidade e da responsabilidade. Ele argumentou que a divulgação de informações falsas ou distorcidas, além de atacar pessoas, fragiliza o sindicato e descredibiliza a luta sindical, principalmente quando quem as propaga não apresenta provas.

Para Suzart, o dado que está sendo deixado de lado na discussão é que, após a identificação de “rombos financeiros relevantes” e a instauração de uma auditoria externa pelo Conselho Fiscal, a presidência, a Diretoria de Assuntos Jurídicos (sob Anderson Nery) e o próprio Conselho Fiscal passaram a ser alvo de ataques pessoais e institucionais. Ele vê isso como uma tentativa clara de desviar o foco da questão principal: o dinheiro da entidade e sua apuração correta.

Apesar das ameaças, Manuel Suzart garantiu que a presidência, a Diretoria de Assuntos Jurídicos e o Conselho Fiscal do Sinpojud continuarão firmes na defesa da verdade e da institucionalidade, tomando todas as medidas necessárias para proteger a entidade e garantir que os fatos sejam totalmente esclarecidos.

Leia também