Uma pesquisa fresquinha da Genial/Quaest, divulgada nesta quarta-feira (11), jogou uma luz diferente sobre a rejeição de nomes fortes na política. Apesar do presidente Luiz Inácio Lula da Silva e do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), pré-candidato, terem números gerais de desaprovação bem próximos, a pesquisa revelou uma dinâmica interessante: Lula enfrenta uma rejeição muito mais forte no campo “inimigo” do que o filho do ex-presidente Jair Bolsonaro.
Pense assim: entre aqueles que se declaram “bolsonaristas”, a aversão ao nome de Lula é quase unânime. Impressionantes 96% desse grupo disseram que não votariam nele de jeito nenhum. Por outro lado, o senador Flávio Bolsonaro, embora muito rejeitado pelos “lulistas”, não atinge o mesmo patamar de desaprovação. No grupo que se identifica como “lulista”, 88% afirmam que não votariam no parlamentar carioca. Isso mostra que, no território adversário, Flávio tem um desempenho um pouco “melhor” do que Lula.
No panorama geral da pesquisa Genial/Quaest, Flávio Bolsonaro aparece com a maior rejeição entre todos os pré-candidatos avaliados. O senador tem 55% das pessoas que o conhecem dizendo que não votariam nele. Logo em seguida, está o presidente Lula, com 54% de rejeição. A diferença é bem pequena, quase um empate técnico no total de pessoas que viram os nomes e descartaram a opção.
Para entender melhor o cenário político, a Quaest dividiu os eleitores em grupos como “lulistas”, “esquerda não lulista”, “Independente”, “direita não bolsonarista” e “bolsonarista”. Essa segmentação ajuda a ver onde cada candidato encontra seus maiores desafios e apoios.
E a turma dos "independentes"? Aqueles que não se casam com nenhum dos dois lados? Nesse grupo, a rejeição de Lula e Flávio Bolsonaro fica empatada: 64% para cada um. Ou seja, mais da metade dos eleitores sem lado definido não votaria em nenhum dos dois. Mas quando o assunto é aprovação, o cenário muda um pouco. Entre esses mesmos independentes, Lula se sai melhor, com 30% dizendo que votariam nele, contra 24% que votariam em Flávio Bolsonaro.
A pesquisa também mediu a rejeição de outros nomes que podem aparecer nas próximas eleições. Veja como eles se saíram:
- Ratinho Jr. (PSD): 40%
- Ronaldo Caiado (União Brasil): 35%
- Eduardo Leite (PSD): 35%
- Romeu Zema (Novo): 34%
- Aldo Rebelo (DC): 26%
- Renan Santos (Missão): 19%
Os dados da Genial/Quaest são um termômetro importante para os estrategistas políticos, mostrando não apenas quem está na frente ou atrás, mas também a profundidade e a natureza da rejeição em diferentes segmentos do eleitorado.







