O presidente Lula mandou um recado direto: a era de a América Latina apenas vender suas riquezas brutas para outros países lucrarem precisa acabar. A declaração defende que a região assuma o controle total de seus "minerais críticos", essenciais para a tecnologia moderna.
Esses minérios não são qualquer pedra. Estamos falando de materiais como o lítio e as terras raras, usados para fabricar de tudo, desde chips de celular e computador até baterias de carros elétricos e painéis solares. A América Latina, segundo o presidente, possui a segunda maior reserva do mundo desses recursos valiosos.
A proposta, apresentada pelo chanceler Mauro Vieira durante uma cúpula na Colômbia, é que os países latino-americanos se unam. Juntos, eles teriam mais força para negociar com investidores estrangeiros e garantir que os lucros e os empregos fiquem por aqui.
A ideia é que a região participe de todas as etapas do processo. Em vez de só extrair e exportar o minério bruto, os países passariam a beneficiar, processar e até fabricar os produtos finais, como as próprias baterias. Isso, segundo Lula, é uma chance de "reescrever a história" com desenvolvimento local.
Lula também reforçou a necessidade de maior união entre os vizinhos, com mais comércio e infraestrutura integrada, como estradas e redes elétricas ligando os países. Para ele, uma região mais forte e conectada fica menos vulnerável a pressões externas e crises mundiais.
Outro ponto abordado foi a luta contra o crime organizado. O presidente afirmou que a falta de cooperação entre os países facilita a vida de facções. Ele defendeu ações conjuntas para cortar o financiamento dos criminosos, combatendo a lavagem de dinheiro e o tráfico de armas.







