Paulo Afonso · BA
Última hora
Operação prende 14 suspeitos em Salvador nesta manhãSTF retoma julgamento sobre marco temporal nesta tardeVitória empata em casa pela Copa do BrasilVagas de emprego no polo de Camaçari saltam 22%Salvador registra maior volume de chuva do mês
PI 637
Política

Lula envia projeto que protege defensores de direitos humanos ao Congresso

Presidente Lula envia ao Congresso Projeto de Lei que cria a Política Nacional de Proteção a Defensores de Direitos Humanos, visando garantir segurança em um dos países mais perigosos para ativistas.

Redação ChicoSabeTudoRedação · Política
13 de dezembro, 2025 · 10:55 2 min de leitura
Foto: Ricardo Stuckert / PR
Foto: Ricardo Stuckert / PR

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva enviou, nesta sexta-feira (12), ao Congresso Nacional, um projeto de lei fundamental que busca criar a Política Nacional de Proteção a Defensores de Direitos Humanos. A notícia foi compartilhada durante a participação de Lula na 13ª Conferência Nacional dos Direitos Humanos (ConDH), que aconteceu desde a última quarta-feira (10), em Brasília, no Distrito Federal.

Publicidade

Essa iniciativa do governo tem um objetivo claro: estabelecer um conjunto de regras claras para garantir condições mais seguras e plenas para que pessoas, grupos e coletivos possam atuar na defesa dos direitos fundamentais por todo o Brasil. Afinal, a realidade é dura para quem se dedica a essa causa.

“Infelizmente, o Brasil é um dos países que mais mata defensoras e defensores dos direitos humanos. Por isso, a aprovação e a implementação da política de proteção que encaminhamos hoje ao Congresso Nacional é tão necessária e é urgente”, disse o presidente Lula, destacando a importância da proposta durante o evento.

Os números mostram a gravidade da situação. Dados das Nações Unidas revelam que, entre 2015 e 2019, foram registrados 1.323 assassinatos de defensores de direitos humanos em todo o mundo. Desse total assustador, 174 ocorreram aqui no Brasil, o que representa cerca de 13% do total global.

Publicidade

Lula também fez uma análise sobre o cenário mundial, apontando que o aumento da força da extrema-direita em diversos países gerou uma “onda inédita de negação dos valores humanistas”. Segundo ele, isso fortaleceu “fantasmas estruturais” que persistem na sociedade, como o machismo e o racismo.

“Eles não se contentam em discriminar, espalhar o ódio e o preconceito. Tentam calar a todo custo a voz de quem está na linha de frente no combate ao racismo, à misoginia e a homofobia”, acrescentou o presidente, aproveitando para pedir que os ativistas se engajem na pressão para que o projeto seja aprovado rapidamente no Congresso.

A ministra dos Direitos Humanos e da Cidadania, Macaé Evaristo, explicou que o Projeto de Lei é também uma resposta às condenações que o Brasil recebeu da Corte Interamericana de Direitos Humanos. “Ele propõe um sistema permanente, que envolva a federação e diversos ministérios, capaz de proteger vidas, vidas que defendem territórios, florestas, culturas e a própria democracia”, afirmou a ministra, reforçando a urgência e abrangência da medida.

A expectativa é que o Congresso Nacional dê a devida atenção a essa proposta, garantindo que aqueles que lutam pelos direitos de todos possam fazê-lo com mais segurança e tranquilidade, em um país que ainda tem muito a avançar na proteção dessas vozes.

Leia também